Deus sonha o homem -

    Lidia Zuin

    Draco
    2013
    38 páginas
    1h 16m
    ISBN-10: B00EO30ZMW
    Português Brasileiro

    Primeira parte da série cyberpunk REQU13M, da autora Lidia Zuin, "Deus sonha o homem" antecede o conto "Dies Irae". Lynx, em seus primeiros anos como hacker, não tem experiência o suficiente para saber que esse é um mundo sem recompensas. Para financiar seus vícios, ela aceita um trabalho obscuro, que vai arrastá-la pelas ruas sujas da cidade, confrontá-la com snipers e enigmas e mostrar que confiar num estranho pode ser tão perigoso quanto confiar no que seus sentidos dizem ser a realidade.

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    Davenir Viganon24/03/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Trilogia cyberpunk, com alma atormentada dos clássicos

    A trilogia REQU13EM é o conjunto de três noveletas que expandem as aventuras da hacker Lynks, sendo a primeira "Deus sonha o homem", narrando eventos antes do conto Dies Irae, enquanto as outras duas partes, "O homem sonha a máquina" e "A máquina sonha deus" dão continuidade ao conto original. Apesar de serem três novelas separadas, elas são mais coesas juntas que como partes separadas, principalmente as duas últimas. Espero que todo esse material seja lançado como um romance, pois é a forma que acho que me agradaria mais justa de ver apresentado. Em "Deus sonha o homem" Lynx aceita um trabalho no melhor estilo cyberpunk, para manter seu estilo de vida hedonista: misterioso e perigoso o suficiente para ser uma cilada. A narrativa mantem a linguagem seca mostrando não apenas a podridão dessa sociedade mas como afeta a percepção do real por conta do uso de Realidade Virtual que não se diferencia muito do uso das drogas, pois ambas são formas de alucinação sendo a do ciberespaço, consensual. Outro aspecto que chama a atenção é a constante de artificialidade que cerca a protagonista, desde que Lynx sai(?) do ciberespaço até o consumo dos alimentos análogos aos originais. A história aumenta a velocidade até ser quase tão frenética quanto o conto original levando a uma boa revelação no final. Na segunda parte, "O homem sonha a máquina", se passa logo após os eventos do conto Dies Irae. A história logo abandona o ritmo frenético de fuga do conto e passa ao investigativo. Lynx encontra o mesmo homem misterioso da primeira parte, que pede ajuda para investigar uma série de assassinatos cometidos contra um grupo de tecnognósticos. Na terceira e última parte "A máquina sonha deus", Lynx retorna a investigar os assassinatos, mas o verdadeiro enigma tem mais a ver com o destino do homem misterioso e das irmãs que a mantém segura. A conclusão da saga de Lynks leva para caminhos que exploram o aspecto teológico da visão gibsoniana do ciberespaço como alucinação coletiva, mas ao invés da cosmologia do vodum caribenho temos a budista. A leitura é bem recomendada para quem gosta do cyberpunk, principalmente quando os elementos teológicos estão envolvidos. A escrita é carregada da aspereza e ambienta de forma intensa o mundo cyberpunk que pode ser em qualquer grande centro urbano.

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