Alegorias do subdesenvolvimento - Cinema Novo, Tropicalismo e Cinema Marginal

    Ismail Xavier

    Cosac Naify
    2012
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788540502697
    Português Brasileiro

    Este volume apresenta uma junção da tese de doutorado, defendida na Universidade de Nova York, com a tese de livre-docência da USP do crítico de cinema Ismail Xavier, publicada pela primeira vez em 1993. Trata-se de análises aprofundadas de oito filmes brasileiros produzidos entre 1967 e 1970: Terra em transe e Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr., Macunaíma de Joaquim Pedro de Andrade, O anjo nasceu e Matou a família e foi ao cinema de Júlio Bressane e Bang bang, de Andrea Tonacci. A partir da ideia de “alegoria” presente nos filmes, o autor discute questões fundamentais do período, como subdesenvolvimento, tipos sociais, luta de classes, ditadura, e, principalmente, a maneira como esses longas-metragens e o trabalho autoral de seus diretores ofereceram reflexões sobre o tema da identidade nacional. Esta edição conta com texto de orelha da crítica de arte Sônia Salzstein e quarta capa do crítico de literatura e músico José Miguel Wisnik, mostrando a reverberação do pensamento do autor para diversas áreas da cultura brasileira.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin07/08/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Agora, esse é coisa FINA. Depois de anos estudando teorias psicológicas, meio que tirei esse ano para me reaprofundar em cinema, lendo todos os grandes clássicos teóricos que eu havia deixado passar nas minhas pesquisas cinéfilas, acabei colocando o livro do Xavier na frente do Metz e do Deleuze (tô tentando dar uma ordem cronológica nas leituras) porque acho que estou numa vibe de cinema nacional agora e isso foi mais do que uma boa justificativa de rever todos os filmes fodaços que o Xavier analisa no livro, agora em cópias melhores do que eu havia assistido antes. E as análises não são menos do que excepcionais, o Ismail Xavier tem um olho treinadíssimo para ver o que nos passa desapercebido, além de ver além do óbvio, tem todo um savoir-faire rolando com bases teóricas bem fortes, o autor não está entre os nomes mais consistentes da teoria cinematográfica tupiniquim à toa.

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