Esse terceiro volume começa e segue em sua maior parte a estrutura fragmentada do segundo, mas na reta final retoma e conclui de forma excelente o arco iniciado no primeiro volume, com a perseguição ao bandido Santer e sua busca pelo ouro dos apaches. E esse final traz ainda um dos momentos de maior tensão de tida a saga, com a prisão e condenação à morte de Mão-de-Ferro. Esse volume traz também momentos mais cômicos e também alguns mais emotivos - como um importante acontecimento quando a narrativa se encaminha para a reta final.
O livro traz também um novo parceiro para Mão-de-Ferro e Winnetou, o Sans-ear, um homem que teve as orelhas decepadas pelos sioux e agora busca vingança.
A destacar também a chegada dos amigos a um assentamento de colonos alemães, onde ouvem (e Winnetou se sente profundamente tocado) por uma Ave-Maria composta pelo próprio Karl May.
Existe ainda um quarto volume de Winnetou, mas já ouvi dizer que se trata de uma obra mais filosófica, com reflexões sobre a amizade, a honra e a morte.
Uma saga deliciosa de acompanhar, com muitas características do Romantismo, e que por isso precisa ser colocada dentro do seu contexto histórico-social, mas uma leitura muito agradável e recomendada.