A defesa definitiva das fundamentações metodológicas da Escola Austríaca de economia. Hoppe contrapõe o ponto de vista praxeológico — a economia enquanto uma ciência puramente dedutiva — ao positivismo, ao mesmo tempo em que aborda as críticas contrárias à posição austríaca. Hans-Hermann Hoppe apoia sua argumentação na ideia kantiana da proposição "sintética a priori", expandindo assim o escopo da parte metodológica contida na obra Ação Humana de Mises. Hoppe é o metodologista mais proeminente da Escola Austríaca, e mostra aqui toda sua força. Ele combina uma explanação científica rigorosa com uma fenomenal e apaixonada retórica. Estas palestras deixaram os estudantes estupefatos quando foram apresentadas pela primeira vez na Mises University. Posteriormente foram transformadas nesta monografia, que desde então se tornou material essencial da pedagogia austríaca.
A Ciência Econômica e o Método Austríaco -
Hans-Hermann Hoppe
Uma fundamentação epistemológica do método austríaco
Um livro um tanto curto em que uma quantidade grande de temas são abordados. Hoppe disseca as categorias da ação humana e as usa na justificação epistemológica do racionalismo e apriorismo na economia, demonstrando até mesmo como as categorias da ação podem levar a superação do idealismo pressuposto na filosofia Kantiana por suas categorias da mente. Ainda no segundo capítulo, críticas fortíssimas são feitas ao empirismo-positivista e seu uso nas ciências econômicas e na teoria da história - demonstrando suas insustentabilidade epistemológicas, suas inerentes contradições, e todo tipo de relativismo é destruído até o final do livro. Entretanto, nem tudo são rosas e portanto possuo algumas reclamações. Como o raciocínio no mínimo duvidoso ao meu ver em considerar os axiomas da ação humana como juízos sintéticos a priori invés de analíticos, a tentativa de unir pragmática-transcendental a praxeologia e isso resultar em raciocínios problemáticos e facilmente refutáveis como a afirmação de que qualquer tentativa de negar o axioma da ação humana resultaria em uma contradição, o que definitivamente não é o caso, visto que tudo que é preciso para questionar esse axioma sem cair em contradição é afirmar que existe algum humano que não age sem afirmar que as regras não se aplicam a você (porque obviamente se disser que nenhum humano age - com você incluso - vai estar agindo pra contra-argumentar e aí sim vai cair em contradição). Até admiro a tentativa de mostrar relações entre a ação humana e o "A priori da argumentação", mas isso devia ser feito no mínimo de maneira mais cuidadosa a ponto de evitar problemas como esse. E o último problema que tenho a reclamar é da repetitividade que torna o livro cansativo. Em alguns momentos Hoppe repete argumentos inteiros já ditos antes sem fazer muitas adições e você acaba lendo em grande parte uma uma mera repetição do que já viu em capítulos anteriores. No mais, esse é um livro bastante denso, lotado de bons argumentos e ótimas reflexões e que merece ser lido novamente de tempos em tempos. Eu certamente não posso dizer que entendi e absorvi o livro em sua totalidade mas aprendi bastante com ele, não é nada mal. Obs: iniciantes em Hoppe não se enganem com o número pequeno de páginas e passem longe desse livro, vocês não vão entender muito desse livro sem um certo nível prévio de bagagem filosófica.
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