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    Uma aventura parisiense e outros contos de amor (Grandes Amores) -

    Guy de Maupassant

    Penguin-Companhia das Letras
    2013
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788563560759
    Português Brasileiro
    4
    171 avaliações
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    Favoritos17Desejados234Avaliaram171

    Nesta seleção de contos de Maupassant, o leitor encontrará muitos tipos de relações amorosas: mulheres à procura do amor idealizado, outras que não se acanham em trair o marido, mulheres submissas, culpadas, sofredoras. E também conhecerá a habilidade do autor em criar atmosferas hipnóticas, como no belíssimo “Sobre a água”. Além dos contos que têm como pano de fundo a sociedade da França do século XIX, Maupassant ficou conhecido por sua habilidade em escrever contos fantásticos. Histórias famosas como “A morta”, de defuntos que saem de seus túmulos para reescrever os seus epitáfios baseando-se na realidade e não nos clichês de sublimação ao morto, também estão contempladas nesta seleção.

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    Lucas Rabêlo picture
    Lucas Rabêlo05/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As variações de um substantivo

    Abstrato, a definição de amor costuma ser polarizada quanto à afeição, dado nome como uma idealização comum. Guy de Maupassant, francês dito processual, desmantelou essa prerrogativa na sua prolífica carreira narrativa. Nesta coletânea de 15 contos, ele desvirtua o sentido da palavra abrangendo-a às suas muitas variáveis. Maupassant, enquanto explorador das vicissitudes que convinham aos franceses e à França de antes, deixa às vistas neste compilado os tipos de amantes, românticos, obcecados, iludidos, golpistas, infelizes, poligâmicos, uma grande turba. Sua temática cara ao amor é relevante ao encontro do fantástico literário, recurso em que ele embrenhou a alma humana. Em “Um ardil”, um médico oferece seus serviços de confessor a uma paciente para lhe apoiar em caso de desvirtuamento conjugal, que ele alega ser inato ao homem; “A morta” também resvala a desromantização do amor romântico entre um casal, seu esposo e a mulher, recém falecida, numa climática revelação. “A empalhadora” rechaça o desgaste da distinção classista num triste relato platônico, já em “Divórcio”, os interesses financeiros podem assumir as rédeas do casamento como um contrato social. O conto homônimo é uma concentração de Maupassant em descrever as desventuras de uma mulher do subúrbio que se descontrói ao universo cosmopolita parisiense, reunindo o mítico do romanceiro da cidade Luz e sua desilusão panfletária. “As sepulcrais” e “A cabeleira” tem a engenhosidade singular e seu oposto, a loucura, respectivamente. Objetivas, as histórias são encontros lúcidos, e polêmicos, de realismos postos à prova. Maupassant se emparelhava aos colegas francófonos (foi pupilo de Flaubert), os mais destemidos trabalhadores das letras de toda Europa, e enredava-se à diversão de expor a cognição do ser durante/após a paixão, preterindo aos mais desgraçados. Para ele, como um estudo coletivo, tudo é o que parece – bom enquanto durar.

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    4 / 171
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    Henry René Albert Guy de Maupassant profile picture

    Henry René Albert Guy de Maupassant

    Henry René Albert Guy de Maupassant foi um escritor e poeta francês com predileção para situações psicológicas e de crítica social com técnica naturalista. Foi amigo de Gustave Flaubert. Além de romances e peças de teatro, Maupassant deixou 300 contos, todos obras de grande valor. Merecem destaque, entre os mais famosos Bel Ami, Mademoiselle Fifi e Bola de sebo. "A Pensão Tellier" e "O Horla" podem ser considerados seus contos mais significativos. Faleceu no manicômio pouco antes de completar 43 anos, após tentativa de suicídio originada de perturbações causadas pela sífilis que o atormentou por mais de uma década. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse. Foi um influente escritor europeu, trazendo em sua bagagem de seguidores o escritor irlandês James Joyce.

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    Henry René Albert Guy de Maupassant