Ao avaliar a transcendência de Deus com relação ao mundo, o monoteísmo bíblico também preparou as condições para uma consideração do mundo em si mesmo. Ele orientou assim a fé cristã para uma aliança com a racionalidade grega. Desse encontro nasceu a civilização ocidental progressivamente crítica às inúmeras solar e vivências das antigas civilizações religiosas. Efetuou-se assim uma transformação profunda dos espíritos em todos os domínios: Cosmologia, filosofia, ética, antropologia, política, economia; disso faz parte a recepção crítica de textos religiosos. O autor analisa as razões pelas quais essas etapas da racionalidade se configuraram como momentos de crise religiosa. Ele mostra também episódios sucessivos da modernidade, a religião cristã representa uma interrogação cristã das estreitezas e dos preconceitos da modernidade. Não obstante. Mesmo quando está em questão uma "pós-modernidade´ de contornos mal definidos, as características essenciais da modernidade constituem aquisições culturais definitivas e podemos presumir universais.
