Este estudo pretende apresentar uma contribuição materialista histórico-dialética à crítica da tecnologia dos direitos sociais. Os direitos sociais somente podem ser aliados da luta emancipatória na medida em que forem radicalmente universalizados, o que significa implementar sua distribuição genérica sem qualquer forma de contrapartida. O fim do modo de produção capitalista é o fim da garantia da subsistência apenas por meio da troca de força de trabalho por salário, e a única forma que o direito tem de ajudar nessa luta consiste em solapar a lógica da equivalência, inserindo mecanismos essencialmente não comportados pela forma. A luta pela inserção de tais mecanismos, entretanto, devolve a questão para sua verdadeira seara: a política e a economia.