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A consciência da unidade é um atributo da vida cósmica, que atualmente tenta aproximar-se dos seres humanos terrestres. Por isso, é preciso reconhecer a essência divina que todos trazem em seus níveis internos, conhecê-la em si próprio e, assim, gradualmente, perceber-se como parte do Infinito. A vida, em todos os âmbitos, transformou-se em um “instrutor” de grande sabedoria, embora isso nem sempre seja bem compreendido. Para quem está aberto a acolher suas lições, ela vem acelerando o ritmo dos ensinamentos, como se não houvesse tempo a perder.
O estudo, a divinização da vida e o serviço jamais deveriam estar separados. É preciso, a todo custo, reuni-los num só movimento da consciência. O recolhimento é um dos meios de contato com o interior do próprio ser e com o lado oculto da vida. Favorece o encontro da verdadeira união, pois esta existe em níveis além dos materiais e externos.
A divinização da vida trará o contato intergalático. Por meio da devoção interior e do serviço incondicional as trilhas serão abertas e cada ser chegará ao próprio destino, eventualmente extraplanetário.
Os centros intraterrenos se encontram na figura de um octaedro. Aurora no topo superior da pirâmide, Mirna Jad, Anu Tea, Lis-Fátima e Erks nas quatro pontas da pirâmide, e Iberah no topo inferior da pirâmide. No centro do octaedro encontra-se Miz Tli Tlan.
A energia desses centros incide sobre toda a aura da Terra, despertando nela qualidades sagradas. Assim temos: Miz Tli Tlan, no Peru, tem a função de um coração planetário, manifestando a vida divina. Sucedeu a esotérica Shamballa, no Tibete. Anu Tea, no Oceano Pacífico, como centro e como civilização, esteve atuante em períodos de transformações planetárias anteriores.
Sua irradiação proporcionou uma importante base de trabalho para etapas posteriores ao holocausto que extinguiu a Atlântida.
O homem que é permeável aos impulsos irradiados por Anu Tea encontra neles indicações seguras sobre seu percurso espiritual. Anu Tea está ligada a formação e desenvolvimento da consciência individual, por meio do estímulo à construção e aprimoramento do corpo da alma.
Aurora, no Uruguai, manifesta a beleza, suavidade, alegria, pureza divina, bem-aventurança, delicadeza e harmonia. Centro incumbido de efetivar o processo de cura planetária, utiliza os meios mais diretos e adequados para introduzir na vida da Terra o divino, o perfeito e o transcendente.
Erks, no vale do Uritorco, na Argentina, é o centro iniciático para a humanidade terrena. Iberah, na Argentina, é o mais misterioso e oculto. Embora não esteja diretamente acessível ao homem, sua energia chega por intermédio dos demais centros planetários, e Aurora, principalmente, está encarregado de fazer essa conexão. É o centro que possui coligação à essência pura.
Lis-Fátima, em Portugal e França, torna possível maior proximidade entre os reinos humanos e angélicos. Sua hierarquia é a que de modo mais claro expressa o caráter feminino, receptivo, capaz de moldar a vida segundo a vontade da luz. Por isso, uma figura feminina é associada a esse centro pelo homem comum.
Mirna Jad, na Serra da Mantiqueira no Brasil, é o portal da vida monádica, filtro mais próximo ao homem da irradiação divina que circula nos veios sutis deste planeta. Para um ser amadurecido as condições externas de sua vida são sempre decorrência de uma transformação interior. Enquanto houver expectativas sobre o curso da própria vida, a sabedoria do grande rio não pode conduzir o barco ao porto que o aguarda. Há momento em que inexoravelmente a necessidade do espírito ou da alma tem de prevalecer sobre os pequenos caprichos humanos.
É preciso não resistir à condução interna. O real valor do que existe não é reconhecido enquanto as aparências não são transcendidas. A eternidade é conhecida por aquele que não planeja, não alimenta recordações nem se preocupa com o amanha. A postura de serenidade diante do inédito é básica para que possamos alcançar mundos superiores e chegar ao contato com a existência em âmbitos cósmicos.
Aquele que cumpre os desígnios da Lei não tem vontade própria. Seus passos dirigem-se à meta que lhe é indicada, suas mãos dão forma aos desígnios do Plano Evolutivo que lhe são apresentadas, e seu coração pulsa segundo a dinâmica interna do cosmos. Ascende de nível em nível, buscando tocar a fonte e a ela entregar-se incondicionalmente.
Todos nós passamos pela vida humana, onde o ego é o núcleo condutor de manifestação. Depois chegamos a vida da aspiração, onde a consciência busca estar focada a nível da alma. Em terceiro adentramos na vida de serviço, na qual a energia interna permeia o ser de tal modo que ele é capaz de esquecer-se de si mesmo. Por fim chegamos a vida divina, estágio no qual o ser já não busca aprendizado, nem serviço para sua evolução ou de outrem, pois já se encontra sendo uma manifestação viva da Lei. É a energia pura em ação.
A vida divina não tem pátria, não tem origem conhecida, nem um fim a alcançar. É a realização plena do ser. É o júbilo da criação manifestado na existência material cósmica. É o prenúncio do encontro maior. O que determina a aproximação de um ser às realidades internas, suprahumanas, é a vibração por ele emanada. Uma enorme distância existe entre uma atitude resignada, na qual se espera algo, e a entrega. Numa há acomodação; noutra, uma dinâmica interior que tem a potência de romper os obstáculos que tolhem o contato com a luz.
A liberdade é um estado interno, de total absorção do ser na realidade suprema que cada momento trás em si. É uma completa entrega. Enquanto a busca de satisfação alimenta o egoísmo, a busca do contato com a essência interior alarga os limites da consciência, coloca-a diante da necessidade de transcender seus aspectos humanos e deturpados.