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    Stormbringer - The Elric Saga, Book 6

    Michael Moorcock

    Ace
    1987
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-10: 0441787541
    4.4
    11 avaliações
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    The epic tale of Elric of Melnibone, albino prince of ruins, moves to it's awesome conclusion -with the whole of the natural and supernatural world in mighty conflict - the final conflict, Armageddon. Elric holds the key to the future: the new age which must follow the destruction.To turn that key he must sacrifice all that he loves and risk his very soul.

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    Marcos Vilela picture
    Marcos Vilela16/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    E então termina - Stormbringer e a saga de Elric

    Em 1964, Michael Moorcock pôs no papel a última história de seu subversivo e pioneiro anti-herói, Elric de Melniboné. A revista Amazing Fantasy, lar das histórias do albino até então, estava prestes a ser descontinuada. Fazia sentido, então, que as quatro histórias que culminam com o fim de Elric tossem escritas e publivadas ali. E, com essas quatro histórias, Moorcock solidifica seu nome no panteão dos grandes da fantasia. Muito pode-se falar sobre Elric, mas não aqui. Stormbringer!, romance que reune as quatro histórias supracitadas (Dead God's Homecoming, Black Sword's Brothers, Sad Giant's Shield e Doomed Lord's Passing), é o fim, a culminação de tudo que Moorcock havia colocado para o personagem em suas novelas anteriores. Elric é, talvez, o primeiro anti-herói da fantasia. Condenado a ser escravo da própria espada para sobreviver sua fraca condição física, as histórias de Elric são histórias de derrotas sucessivas... E isso nunca é tão evidente quanto em Stormbringer!. O livro é completamente fatalista. Do começo ao fim, é uma descida em espiral e queda livre em direção ao desespero de Elric, onde até mesmo a maior vitória de todas, a derrota final dos Senhores do Caos e a criação de um mundo de Ordem, se dá pela completa e fatal destruição do personagem e de seu núcleo. Por fim, não se recomenda Stormbringer como ponto de entrada ao mito do albino de Melniboné. A leitura deixa um gosto agridoce na boca, embora flua com uma rapidez, estonteante, prova de que o senso de ritmo épico de Moorcock estava no início de seu auge. Stormbringer é, decerto, uma das melhores obras de fantasia já escritas -- E talvez o melhor final já escrito nesse gênero, com todo o seu peso filosófico e narrativo. Toda a fantasia grimdark -- Seja Dark Souls, seja os livros do Mark Lawrence, sejam aventuras de rpg publicadas no universo de Dungeons & Dragons -- deve à Moorcock a sua concepção. Em um mundo tomado por séries genéricas de fantasia, é sempre bom lembrar de onde tudo começou: Com um anel amaldiçoado, um guarda-roupas mágico, um feiticeiro e sua sombra e um guerreiro mágico, albino e fatalista. Leiam Elric de Melniboné e vejam a fantasia medieval no seu auge.

    16 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 11
    • 5 estrelas64%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
    Michael John Moorcock profile picture

    Michael John Moorcock

    Michael John Moorcock (nascido a 18 de Dezembro de 1939, em Londres, Inglaterra) é um escritor britânico prolífico que se dedica essencialmente à ficção científica e à fantasia, mas que também já publicou vários romances literários. Sem qualquer tipo de dúvida, as obras mais famosas de Moorcock são os romances Elric, que nos apresentam a personagem Elric de Melniboné. Nestes livros, Elric é um anti-herói escrito como o oposto deliberado daquilo que Moorcock via como clichés frequentemente encontrados em romances de aventura e fantasia inspirados pelas obras de J.R.R. Tolkien, para além de ser uma antítese directa do Conan de Robert E. Howard. Moorcock também escreveu vários pastiches de escritores que ele admirava nos tempos de juventude, tais como Edgar Rice Burroughs, Leigh Bracket e o próprio Howard. Todas as suas aventuras de fantasia contêm elementos de sátira e paródia, enquanto, simultaneamente, respeitam aqueles que ele considerava serem os fundamentos essenciais da forma. Embora estas possam representar as suas obras mais famosas nos Estados Unidos, no Reino Unido ele alcançou a proeminência enquanto escritor literário, com livros como Eis o Homem e The Final Programme a serem acolhidos como trabalho não tipificado. Romances como "The Cornelius Quartet", "Mother London", "King of the City" e "The Pyat Quartet" trouxeram-lhe renome entre os críticos de publicações como The Times Literary Supplement e The London Review of Books, passando a ser considerado como um dos grandes romancistas literários contemporâneos. Moorcock tornou-se editor de As Aventuras de Tarzan em 1956, com dezasseis anos de idade, vindo mais tarde a editar a Sexton Blake Library. Enquanto editor da controversa revista britânica de ficção científica New Worlds, de Maio de 1964 a Março de 1971 e depois de 1976 a 1996, Moorcock promoveu o desenvolvimento da Nova Onda no Reino Unido e, indirectamente, nos Estados Unidos. A sua publicação dividida em vários capítulos do livro Bug Jack Barron, de Norman Spinrad, tornou-se notória por levar a que vários deputados britânicos condenassem, no Parlamento, o financiamento da revista por parte do Conselho de Arte. Durante este período, ele escreveu ocasionalmente sob o pseudónimo "James Colvin", um "pseudónimo caseiro"usado por outros críticos na New Worlds. Um obituário satírico de Colvin apareceu no número 197 da New Worlds (Janeiro de 1970), escrito por um tal "William Barclay" (outro pseudónimo de Moorcock). De facto, Moorcock dá imenso uso às iniciais "JC", e não será totalmente por coincidência que estas sejam também as iniciais de Jesus Cristo, tema do seu romance de 1967 e vencedor de um Nébula, Eis o Homem, que nos conta a história de Karl Glogauer, um viajante no tempo que assume o papel de Cristo. Em anos mais recentes, Moorcock começou a utilizar "Warwick Colvin, Jr." como mais um pseudónimo, especialmente na sua série Second Ether. A introdução de Moorcock ao seu romance experimental Breakfast in the Ruins, referindo-se à ficção como o texto de um manuscrito encontrado após o "falecimento" do autor, foi um instrumento literário levado à letra por alguns leitores. O seu trabalho é frequentemente louvado como sendo complexo e profundo. O conceito de um "Campeão Eterno", que tem potencialmente múltiplas identidades através de múltiplas dimensões de realidade e universos alternativos, é o centro de muitos dos seus romances na área da fantasia. Esta cosmologia das suas obras é denominada "Multiverso". O "Campeão Eterno" está envolvido numa luta constante não só com as noções convencionais do Bem e do Mal, mas também na luta pelo equilíbrio entre Lei e Caos. Como referimos na introdução a este artigo, não restam quaisquer dúvidas de que, nos Estados Unidos, as suas obras mais famosas foram os romances Elric, que nos apresentam a personagem Elric de Melniboné. Moorcock escreveu as primeiras histórias de Elric como o oposto deliberado daquilo que via como clichés frequentemente encontrados em romances de aventura e fantasia inspirados pelas obras de J.R.R. Tolkien, bem como pelos trabalhos de Robert E. Howard. A popularidade de Elric ofuscou muitos dos seus outros trabalhos (os romances Hawkmoon e Corum são exemplos disso). A sua sequência do Campeão Eterno foi reunida em duas edições de colectâneas diferentes, num total de quinze livros, sendo que cada volume continha vários livros, pela Victor Gollancz no Reino Unido e pela White Wolf Publishing nos Estados Unidos. Em 2003, a Universal comprou os direitos da série Elric, para futura produção por parte dos irmãos Weitz. Uma das criações mais famosas de Moorcock foi Jerry Cornelius (mais um JC), um género de agente secreto de sexualidade ambígua; em todos os livros de Cornelius podemos encontrar as mesmas personagens. É óbvio que estes livros representavam, essencialmente, uma sátira aos tempos modernos, incluindo a Guerra do Vietname, ao mesmo tempo que representam uma nova variação da temática Multiverso. O primeiro livro sobre Jerry Cornelius, The Final Programme (1968) foi adaptado para o cinema. The Condition of Muzak, o quarto livro, ganhou o Guardian Fiction Award em 1977. A partir de 1998, Moorcock regressou a Cornelius numa série de novas histórias: "The Spencer Inheritance", "The Camus Connection", "Cheering for the Rockets", e "Firing the Cathedral", que tinha a ver com o 11 de Setembro. As quatro histórias foram incluídas na edição de 2003 de The Lives and Times of Jerry Cornelius. O conto mais recente de Cornelius foi publicado no jornal Nature em Maio de 2006 e chamava-se The Visible Men. A maioria dos primeiros trabalhos de Moorcock consistia em contos e romances relativamente curtos: ele mencionou que "eu conseguia escrever 15.000 palavras num dia e dava a mim próprio um prazo de três dias para cada volume. Foi assim que, por exemplo, os livros Hawkmoon foram escritos". A partir dos anos 80, Moorcock começou a ter uma tendência para escrever obras mais longas, mais literárias, mais mainstream, como é o caso de Mother London e Byzantium Endures, que obtiveram críticas deveras positivas, mas ele continua a revisitar personagens dos seus primeiros trabalhos, como Elric, em livros como The Dreamthief's Daughter ou The Skrayling Tree. Com a publicação do terceiro e último livro desta série, The White Wolf's Son, Moorcock anunciou que se iria "reformar" da escrita de ficção e fantasia heróicas, embora ele continue a escrever as aventuras de Elric em banda desenhada juntamente com o seu colaborador de longa data Walter Simonson. Também completou a sua série Colonel Pyat, incidindo sobre a temática do Holocausto Nazi. Moorcock começou esta série em 1981, com Byzantium Endures, e continuou-a em The Laughter of Carthage (1984) e Jerusalém Commands (1992), tendo a mesma culminado com The Vengeance of Rome (2006). Embora Moorcock seja principalmente conhecido pelas obras referidas anteriormente, ele também escreveu romances e contos cuja acção se passa no planeta Terra, vários milhões de anos no futuro; destes, poder-se-á dizer que o mais conhecido é The Dancers at the End of Time. Embora o seu livro premiado Gloriana, or The Unfulfilled Queen se passe numa história alternativa do planeta Terra, não se poderá dizer que se trata inteiramente de um romance de ficção. Moorcock está disposto a rever o seu trabalho publicado, como consequência das variações significantes que várias edições de um mesmo livro podem causar. Essas mudanças vão de simples alterações de título (por exemplo, a história de Elric The Flame Bringers a mudar para The Caravan of Forgotten Dreams nas edições dos anos 90 por parte da Gollancz e da White Wolf), à alteração de nomes das personagens (por exemplo, "Egan" a tornar-se "Reagen" na edição em colectâneas de The War Lord of the Air), passando por verdadeiras alterações de texto (por exemplo, a criação de vários novos capítulos para as colectâneas de The Steel Star) e até verdadeiras reestruturações (por exemplo, o conto Eis o Homem, de 1966, a passar a um romance completo em 1969).

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    Michael John Moorcock