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    O Médico e o Monstro (The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde) -

    R. L. Stevenson

    Ática
    1998
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 850804528x
    Português Brasileiro
    3.8
    38568 avaliações
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    Um clássico de mistério e horror. As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino? Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação. O escocês Robert Louis Stevenson é considerado um dos maiores escritores da literatura mundial. Inexcedível no gênero de romances de aventuras, é autor da "A ilha do tesouro" (1883), um dos livros mais célebres de todos os tempos. "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" é um clássico entre os clássicos de horror e mistério. Stevenson escreveu ainda "O raptado", "As aventuras de David Balfour", "O morgado de Ballantrae", entre outros. Stevenson nasceu em Edimburgo, Escócia, em 1850, e morreu em 1894, em Samoa, nos Mares do Sul. É considerado, ao lado de Melville, Jack London, Conrad, Defoe, um dos mestres de romances de aventuras de todos os tempos. Quando morreu, trabalhava em sua obra-prima inacabada, "Weir of Hermiston".

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    Alane Sthefany picture
    Alane Sthefany11/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson

    Primeiramente quero destacar algumas correntes filosóficas sobre a natureza do homem. "O homem nasce como se fosse uma folha em branco e a experiência, a tinta que preenche as “páginas” da vida." - Locke (John Locke, Essay Concerning Human Understanding. 1690). "O homem é mau por natureza, a menos que precise ser bom." - Nicolau Maquiavel (Nicolau Maquiavel, O Príncipe. 1513). "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe" - Rousseau Carl Rogers, na mesma direção, é o sucessor de Rousseau (que observa) que todo homem vem da mão de seu Criador como um ser perfeito. Este esplendor primordial é corrompido, disse Rousseau, por uma sociedade imperfeita. (Jean-Jacques Rousseau, Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens. 1755). "O homem é um macaco cego, robusto e irracional, que carrega um macaco aleijado que enxerga." - Arthur Schopenhauer (Arthur Schopenhauer, O Mundo Como Vontade e Representação. 1819). E a última que pretendo destacar, na qual eu também compartilho do mesmo pensamento é de que o homem é mau por natureza: "A natureza humana é má. O homem é mau" - Hobbes. [...] No estado natural, embora alguns homens possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais de forma a estar isento do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. “O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos”. O homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que devido a tais instintos é capaz de fazer qualquer coisa. Segundo Thomas Hobbes, os homens podem todas as coisas e, para tanto, utilizam-se de todos os meios para atingi-las. Conforme esse autor, os homens são maus por natureza (o homem é o lobo do próprio homem), pois possuem um poder de violência ilimitado. E a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável. Pois “A natureza humana para Hobbes é má. O homem é mau”. Tanto o pensamento do Locke, de que o homem é como uma folha em branco, e o de Rousseau, de que o homem é bom por natureza, mas é a sociedade que o corrompe, fica a indagação de como é formada uma sociedade, senão por um aglomerado/conjunto de indivíduos (seres humanos), e se todos os homens são bons, como essa sociedade se tornou algo ruim para ter o poder de corromper os demais. Levando em consideração o pensamento do Locke de que são as nossas experiências, a tinta que vão preenchendo às páginas da nossa vida, e partindo do pressuposto de que todos nós somos donos da nossa própria história e que temos o pincel em nossas mãos e que pintamos o que quisermos, como começamos a pintar coisas ruins, da qual não nos orgulhamos e que se pudéssemos, apagaríamos de nossas vidas, de tal forma que nós não quereríamos nenhum resquício ou vestígio de que um dia estivera ali. Esse livro me deixou bastante reflexiva, e no decorrer das páginas me recordei de uma pregação reformada em que o pastor disse sobre a depravação do homem e da sua natureza depois da queda: "Deixe-me dar um exemplo: Hitler. Você acha que ele era uma anomalia? Você acha que ele era um fenômeno? Uma pessoa rara, diferente da sociedade? Tem algo que você precisa aprender sobre Teologia: Tem uma graça comum que restringe todo o mundo, e se você não é como Hitler, é só por causa da graça de Deus que restringe você, e se Deus puxasse esse “freio” de você, você ia fazer com que Hitler parecesse um mocinho de coral. Você está entendendo o que eu estou dizendo? Ele não era uma anomalia, ele era um reflexo do que todos nós somos, a não ser que Deus restrinja a maldade do homem. Essas são verdades que ninguém quer ouvir, e são verdades que pregadores não querem pregar, mas são necessárias. Elas são as Escrituras!" "à parte da graça restringidora de Deus, isto permearia o mundo e nós seríamos destruídos!" Quotes 📚✍🏻❤️ O fantasma de um pecado antigo, o câncer de alguma vergonha oculta, o castigo que chega em passos mancos e lentos, anos depois, quando a memória esqueceu o erro e o amor próprio já perdoou a culpa.” Sua história era quase irrepreensível; poucas pessoas podiam revisitar os tomos da própria vida com tão pouca apreensão; mesmo assim, ele se flagelava pelas coisas ruins que fizera, para depois se alçar a uma gratidão sóbria e destemida por todas as coisas ruins que quase fizera, mas resistira.

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