À procura da amada, Diagonino (aquele que não é horizonte nem vértice, mas diagonal, oblíquo) desfila "cantigas de amigo" medievais, e-mails e diálogos mais que bizarros para enlear-se nas malhas do "martirimônio" - termo jocoso cunhado por Galvão para designar "as bodas da agonia e do sufoco: laço nupcial muito apertado; casamento da incompatibilidade". Assim, Diagonino emite apelos melancólicos e hilários em linguajar arcaico, como "ai minha senhor/ san versos, esses, de dor/ e non los canso d'cantar/ por-favor!!/ um e-mail. qualcoisa diga/ três por quatro pro meu porta retrato". Tudo isso sendo a possível metáfora da incomunicabilidade humana nessa era de mando da mídia e da moda. O fato é que Mauro Galvão, com "Sincretinismo", desponta como um dos mais vigorosos e ousados autores da nova poesia catarinense.
Sincretinismo -
Mauro Galvão
Cultura em Movimento
1999
95 páginas
3h 10m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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