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    O Jantar -

    Herman Koch

    Intrínseca
    2013
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788580574180
    Português Brasileiro
    3.4
    869 avaliações
    Leram1174Lendo49Querem1161Relendo1Abandonos47Resenhas105
    Favoritos35Desejados1161Avaliaram869

    Em uma noite de verão, dois casais se encontram em um restaurante elegante. Entre um gole e outro de vinho e o tilintar de talheres, a conversa mantém um tom gentil e educado, passando por assuntos triviais como o preço dos pratos, os aborrecimentos do trabalho, o próximo destino de férias. Mas as palavras vazias escondem um terrível conflito, e, a cada sorriso forçado e cada novo prato, o clima fica ainda mais tenso. Um fenômeno best-seller internacional, um suspense sombrio, conto altamente controverso de suas famílias que lutam para tomar a decisão mais difícil de suas vidas no percorrer de uma refeição. É noite de verão em Amsterdã e dois casais se encontram em um restaurante da moda para jantar. Entre garfadas de comida e raspadas educadas de talheres a conversa permanece um zumbido suave de discurso educado - a banalidade do trabalho, a trivialidade das férias. Mas por trás de palavras vazias, coisas terríveis precisam ser ditas, e com cada sorriso forçado e cada novo rumo as facas estão sendo afiadas. Cada casal tem um filho de quinze anos de idade. Os dois meninos estão unidos por sua responsabilidade por um único ato horrível, um ato que provocou uma investigação policial e quebrou as confortáveis e isoladas vidas de suas famílias. A medida que o jantar atinge seu clímax culinário a conversa finalmente toca em seus filhos. Assim como a civilidade e amizade desintegra-se cada casal mostra o quão longe eles estão dispostos a ir para proteger aqueles que ama. Uma escrita tensa e incrivelmente emocionante, contada por um narrador inesquecível, O Jantar promete ser o tema de inúmeros jantares. Espetando tudo, desde os valores dos pais, menus pretensiosos a convicções políticas, este romance revela o lado obscuro da gentil sociedade e pergunta o que cada um de nós faria em face de uma inimaginável tragédia.

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    Jacqueline de Andrade06/11/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um jantar indigesto

    Classificado como 4,5 "O dilema que eu enfrentava no momento era um que todo pai enfrenta mais cedo ou mais tarde: você quer defender seu filho, claro, quer protegê-lo mas não pode fazer isso com muita veemência, e acima de tudo não com muita eloquência - você não pode encurralar o outro. os educadores, os professores, permitirão que você fale, mas depois irão se vingar do seu filho." Fui imediatamente fisgada pela sinopse deste livro, que prometia uma leitura recheada de tensão. Aprecio thrillers psicológicos, e assim que o exemplar chegou comecei a folheá-lo ainda no portão de casa, e terminei em dois dias. Geralmente, costumo classificar um livro como ótimo, quando o autor consegue fazer com que eu sinta ódio, raiva, amor, empatia, ou qualquer outro sentimento genuíno por algum personagem ou pelo enredo. Koch conseguiu elevar meus sentimentos a um novo patamar. O Jantar é narrado por Paul, irmão de Serge Lohman, candidato a primeiro ministro que mantém sempre um sorriso no rosto. Paul e Serge, acompanhados de suas respectivas esposas, se encontram em um restaurante da moda para decidir sobre o futuro de seus filhos. No começo Paul age com indiferença, e até uma certa dissimulação sobre o ato que seu filho e o sobrinho teriam cometido. Eles iniciam o tenso jantar sobre trivialidades, como os filmes que estão em cartaz, e sobre suas férias de verão. Conforme o prato principal vai sendo servido, Serge chega no cerne da questão, e a partir daí a conversa ganha contornos cada vez mais obscuros. Até onde cada pai iria para defender seu filho? A narrativa me fisgou na primeira linha. É visível a habilidade que o autor tem em engabelar o leitor durante o enredo. Até as partes onde Paul narrava sobre a mania azucrinante que o gerente tinha de apontar para cada prato com o dedo mindinho, e explicar sobre cada alimento, se tornam interessantes, e eu não conseguia deixar o livro de lado. Me peguei o tempo todo aflita para saber aonde aquela história iria dar (se eu roesse unhas, teria acabado com todas as 10 ao mesmo tempo). Em nenhum momento no início, o autor deixa claro o que os meninos fizeram. Fiquei pensando em diferentes teorias, e errei todas. Paul é um narrador nada confiável, por assim dizer. Comecei acreditando em cada palavra e frase que ele proferia, mas conforme os fatos eram expostos, cada vez menos eu confiava nele. Serge é pintado como se fosse a ovelha negra da família, um manipulador pedante que faz tudo pelo bem da sua campanha política. Mas será que ele ficaria calado após saber o que o filho tinha cometido? Conforme as páginas avançavam, Paul esclarecia um pouco mais do seu passado, e qual ato terrível seu filho e o sobrinho tinham cometido. A reação inicial foi choque. Logo depois eu senti medo. Medo em ver como o ser humano é capaz de banalizar a vida humana. Fui acometida por um grande sentimento de descrença. Será que existem pessoas como Paul, Claire, Michael e Rick? É lógico que sim, mas eu prefiro tentar acreditar que não. O enredo que começou com um um simples encontro, sofre uma reviravolta de deixar qualquer jantar indigesto. Eu não sei o que mais me deixou revoltada: se foi o ato em si praticado pelos meninos (que infelizmente é realidade nos nossos dias de hoje), ou se foi a forma como os pais protegem e tentam justificar tal ato. Como sou mãe, não pude deixar de me questionar o tempo todo se eu passaria por cima dos meus princípios e crenças para defender meus filhos. Agora eu tenho certeza que não. O Jantar foi uma leitura que me deixou perplexa, indignada e revoltada. No final, a frase: "tal pai, tal filho" ficou martelando na minha mente. Até que ponto os pais são responsáveis pelas atitudes dos filhos? Minimizar e defender os filhos não seria uma maneira de encorajar um comportamento errado? Cru, realista e provocante. Um livro que vale a pena ser devorado.

    20 curtidas

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    • 4 estrelas33%
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    Herman Koch

    Nasceu em Arnhem. Mudou-se para Amsterdam quando tinha 2 anos. É colunista e escreve contos e novelas. Seu maior sucesso de vendas é "O Jantar". Ele também é ator de radio e televisão. É casado com Amalia Rodrigues e tem um filho.

    8 Livros
    15 Seguidores

    Herman Koch