Quando li o resumo do livro, com um mocinho chamado Niklas, logo pensei “meu Deus o que esse grego aprontou no Brasil para ser preso? Já não basta os nossos criminosos, temos que importar?”
E qual não foi minha surpresa quando descobri que o mocinho é um legítimo brasileiro com sobrenome Dos Santos. O pior é que ele ficou preso em uma penitenciária em São Paulo que tinha um carcereiro chamado Andros. O Niklas, apesar de brasileiro, é aquele tipo cidadão do mundo, que viaja para vários países, fala vários idiomas, ou seja, a barreira da língua inexiste aqui.
O Niklas e a Meg se conhecem em um voo e no começo, ele não quer muita conversa com ela, mas depois eles começam uma paquera, e como eles acabam pousando em Las Vegas, então por que não casar né? Engraçado é que apesar dele pedi-la em casamento, ele diz que o casamento não vai durar, pois ele não é capaz de ficar com uma única mulher por muito tempo. A desculpa para o casamento é que ele não gosta de usar camisinha, então se ela ficar grávida, pelo menos está protegida pelo nome dele. Machismo define.
Eles passam a noite juntos e logo de manhã ele recebe um telefonema e diz que foi bom enquanto durou, mas eles têm que se separar. Ele é super grosseiro com ela e até pensei em ficar com raiva dele, mas foi uma situação tão estranha que dava pra notar que tinha algo acontecendo ali.
Um ano depois a Meg ainda não tinha superado o casamento e nem tinha pedido o divórcio, quando recebe duas pessoas que sabiam que ela estava casada com o Niklas e eles explicam que ele tinha sido preso por uma fraude financeira, mas sabiam que ele era inocente, e até sabiam quem estava envolvido no caso. E a única maneira de passar algumas informações de fora da prisão para ele seria ela fazendo uma visita íntima ao Niklas.
Ela vai a São Paulo visitá-lo e passa as informações para ele e mais uma vez ele é extremamente grosseiro com ela, aliás usando uns termos que eu nunca tinha lido nesses livrinhos de banca. Até dá pra entender os motivos dele, pois ele pensa na segurança da Meg.
Mas ela resolve ficar em São Paulo e vai conhecer a cidade.
Essa parte foi bem interessante, porque escapou um pouco daqueles clichês característicos do Brasil. Ela visita a Pinacoteca, para em um lugar para conhecer a pamonha e adora. Lógico que ela também acaba experimentando a feijoada, mas dá pra dar um desconto.
Mas apesar do cuidado da autora em evitar alguns clichês óbvios, depois ela acaba transformando o livro em uma salada, pois o Niklas não tinha ideia de como poderia provar sua inocência, mas acaba recebendo uma dica do carcereiro Andros em espanhol e resolveu o mistério. Ou seja, de novo, acham que aqui temos duas línguas pátrias: o português e o espanhol.
De qualquer forma é uma boa distração e uma história bem intensa. A Meg, apesar de em alguns momentos parecer bem insegura, ela é firme em querer continuar com o Niklas, mesmo ele a destratando em alguns momentos e no final ela dá um basta nas atitudes dele e consegue fazer com que ele reconheça a importância dela na vida dele e o que eles poderiam construir juntos.