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    Nu, de botas -

    Antonio Prata

    Companhia das Letras
    2013
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788535923513
    Português Brasileiro
    4.3
    2077 avaliações
    Leram3147Lendo89Querem1484Relendo3Abandonos31Resenhas191
    Favoritos285Desejados1484Avaliaram2077

    Cheio de humor e lirismo, Nu, de botas traz as memórias de infância de Antonio Prata, o principal renovador da crônica brasileira. Em Nu, de botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo, jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010. Aos 36 anos, Prata é o cronista de maior destaque de sua geração e um dos maiores do país. São de sua lavra alguns bordões que já se tornaram populares - como "meio intelectual, meio de esquerda", título de seu livro anterior e de um seus textos mais célebres -, bem como algumas das passagens mais bem-humoradas da novela global Avenida Brasil, em que atuou como colaborador de João Emanuel Carneiro. Prata também é um dos integrantes da edição Os melhores jovens escritores brasileiros, da revista inglesa Granta. As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas - toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas. O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular - cômico, misterioso, lírico, encantado.

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    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo02/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Souvenir da nostalgia

    Ler Antonio Prata é um deleite. Esse paulista tem uma facilidade invejável com as palavras e neste "Nu, de botas" lança seu olhar especial em um tema universal: a infância. Em entrevistas, Antonio gosta de lembrar que a boa crônica se sustenta nos detalhes e que por essa característica é um gênero que pode tratar de qualquer assunto, por mais absurdo que seja. Para o escritor, a crônica não se resume ao espaço diário, semanal ou mensal que jornais e revistas dedicam. A boa crônica perdura, é indiferente às agruras do tempo. Creio que um termo chave para a apreciação deste livro - como em toda boa obra - seja a experiência. No entanto, o nível atingido aqui beira ao surrealismo. Você não precisa ter vivido nos anos 1980 para se conectar com a felicidade intocável que a infância de muitos de nós proporciona. Eu, por exemplo, dei risadas porque pude imaginar meu pai ao lado do Antonio em suas peripécias. Aliás, vale lembrar que o autor é e não é, ao mesmo tempo, a personagem das histórias contadas. A proposta aqui é trair-se pela memória, pelo lúdico desse passado que com o tempo pode tornar-se desconhecido. Antonio Prata faz um serviço louvável aqui: ele quer que você busque a sua criança interior ou, de certa maneira, viva aquela criança que você gostaria de ter sido. "Nu, de botas" é um presente: faça bom uso dele.

    77 curtidas

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    4.3 / 2077
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas39%
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    • 2 estrelas3%
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    Antonio Prata

    Filho de escritor, escritorzinho é. Nem sempre. Antonio Prata, filho do conhecido escritor Mario Prata, tem tanta competência literária quanto o pai. Não deve ser difícil encontrar quem ache mais legal o texto do Antonio quando comparado ao texto do Mario. Principalmente as leitoras que, durante alguns anos, puderam acompanhar as crônicas de Antonio Prata estampadas nas edições da revista Capricho. Hoje, Antonio Prata é cronista do Estadão e mantém um blog no site do jornal. (por Wilame Prado)

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    São Paulo, Brasil

    Antonio Prata