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    História da arte como história da cidade -

    Giulio Carlo Argan

    Martins Fontes
    2005
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8533621477
    Português Brasileiro
    3.9
    58 avaliações
    Leram163Lendo86Querem516Relendo1Abandonos10Resenhas3
    Favoritos10Desejados516Avaliaram58

    Os escritos incluídos neste livro reafirmam a identidade entre cidade e arte. Propõem uma metodologia que parta da definição da história da arte como história de uma fenomenologia complexa de objetos produzidos segundo a tecnologia do artesanato e constitui uma dimensão espaço-temporal que é a própria cidade; fica assim superada a tradicional proposição sociológica baseada na aproximação dos fatos históricos e fatos históricos artísticos dependentes daqueles.

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    Renata Benia picture
    Renata Benia10/05/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    As obras de arte nos define, nos projeta e nos situa no tempo, no ambiente.

    Para moldar um comentário bem sintético e rápido, destacarei os principais pontos enaltecidos e assim discorridos ao longo do discurso lançado por Argan... O espaço urbano é um espaço de objetos e a obra de arte o determina. Argan traça as distinções entre espaço urbano e ambiental. A cidade, o objeto e a arte são os pontos de encontro. Concebe a cidade como um espaço de objetos, no qual se preside uma esfera de significação. A cidade é discurso, oratória, informação. Em primeiro momento o autor nos esclarece o conceito de arte, cidade e objeto. Ao longo dos seus apontamentos, define os monumentos pela perspectiva isolada e conjunta. Nos chama atenção para a relação que se dá para com a arte (explanando também a diferença entre o juízo e a imaginação). Não encara a arte como atividade abstrata, mas como um conjunto de coisas associado ao discurso das técnicas artísticas e valores pré-estabelecidos. Demarca seu discurso abordando a problemática da crise da cidade, a qual se relaciona à crise da arte e à crise do objeto. O autor identifica o problema da arte com os estudos da arte (se esta pode ser considerada ciência), à conservação dos objetos de arte, dos monumentos históricos, o maneirismo e a tecnologia (informações e cultura de massa). Com o consumo das obras de arte na cultura de massa e na era tecnológica, a cidade deixa de ser lugar de abrigo e passa a ser um lugar de comunicação. O texto é complexo, longo e dá muitas voltas. É complexo por ter tom filosófico e muitas referências das quais se deve ter um conhecimento prévio para entender, no entanto, é uma obra bastante atual, embora tenha sido lançada em 1999 com relatos da década de 60, 70 e 80. É fácil compreender como é um livro à frente da época e que toca em problemáticas bastante atuais e com fundamentos eminentes.

    3 curtidas

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    3.9 / 58
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
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    Giulio Carlo Argan

    Giulio Carlo Argan (Turim, 1909 — Roma, 1992) foi historiador e teórico da arte italiano e ex-prefeito de Roma.

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    Giulio Carlo Argan