Lily Graves recebe a visita de Erin Donohue, a garota mais popular da escola e mais adorada pela cidade, no cemitério que Lily trabalha acusando-a de ser a razão que o seu namorado, Matt, ter terminado com ela e a agredindo fisicamente. Isso já não fosse estranho o suficiente Erin é encontrada morta na sua casa, depois de a hipótese de suicídio ter sido descartada os principais suspeitos são Lily e Matt – agora é hora de Lily descobrir se Matt é quem ela sempre pensou ou se os rumores que correm a cidade estão certos.
A primeira coisa errada com esse livro é o seu título, esse livro é narrado em primeira pessoa, pela Lily Graves então fica bem obvio desde o começo que ela não tem nenhum segredo e não é nem só do leitor, ela não tem nenhum segredo que valha a pena o título de um livro e a história não gira em torno dos segredos não existentes da personagem principal, mas sim do mistério do assassinato.
Outra coisa que me irritou bastante foi os personagens no geral. Começando por Lily, ela é uma garota alternativa por assim dizer, ela não anda com a turma popular da escola, prefere usar preto a roupas coloridas, e tem um interesse em seguir com o negocio da família (uma funerária) e eu estaria ok com tudo isso se não fosse o fato irritante de que ela sente uma necessidade de nos lembrar em todo santo capitulo o quão diferente ela é. Os outros personagens também não passaram de caricaturas do que se vê em todo filme adolescente americano: as garotas populares e malvadas, os garotos populares e maldosos, o garoto popular que é diferente dos seus amigos e oh tão superior simplesmente por notar que seus amigos são idiotas, como Matt.
Oh, Matt, tão, mas tão irritante Matt. Grande parte da minha irritação com Lily veio por causa do relacionamento dela com Matt, veja bem Lily vinha ajudando Matt com aulas de história particulares e no meio disso os dois acabaram se apaixonando (e tendo algumas lições de direção em que era super necessário Lily sentar no colo do Matt) tudo isso enquanto Matt ainda tinha uma namorada de anos chamada Erin. E isso é o que mais me irrita em livros, se o autor vai escrever sobre traição tem que ter muito cuidado porque é extremamente difícil de eu gostar de um casal que começou seu relacionamento enquanto alguma das partes estava envolvida em um outro relacionamento, e nesse livro me foi apresentado um casal completamente sem química que eu devia torcer para ficarem juntos? É, não funcionou.
E sobre o mistério de quem assassinou Erin uma palavra define: meh. A autora usou o livro todo com a Lily indo atrás de suspeitos que sempre não levaram a nada e a cada vez eu me senti mais e mais desinteressada sobre quem tinha ou não envolvimento no caso.
Eu não recomendo esse livro para ninguém, o desenvolvimento da história foi feito de um jeito infantil que qualquer pessoa que já leu alguns livros de mistério consegue adivinhar o que está acontecendo e os personagens não tiveram nenhum desenvolvimento emocional e eram unidimensional. O livro foi publicado nos USA em maio, pela Balzer + Bray, e eu diria que o nível de inglês é básico.