Esta obra tem o intuito de mostrar que o surgimento da Ação Integralista Brasileira deve ser relacionado ao conjunto de fatores sociais, econômicos, políticos e culturais que marcou o período. Busca apresentar a ideia de que a conjugação entre a crise econômica mundial - com reflexos sobre o Brasil -, o descrédito no liberalismo político e econômico, a ascensão das camadas populares simultaneamente ao surgimento de movimentos políticos radicais ou revolucionários- como a ALN e o PCB - e o fortalecimento dos ideais autoritários - tendo como principais representantes do período o nazismo e o fascismo - fizeram com que o terreno da história do período se tornasse fértil para um movimento que se propunha a construir uma 'nova sociedade' cujos pilares seriam a harmonia social, a renovação espiritual ante o materialismo capitalista, a disciplina, a hierarquia e o fortalecimento do Estado, destruindo a velha sociedade da 'desordem', do liberalismo desenfreado, do individualismo egoísta e do fraco poder político nos moldes liberais.

