O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de La Mancha - Primeiro livro

    Miguel de Cervantes Saavedra

    Editora 34
    2002
    752 páginas
    1d 1h 4m
    ISBN-13: 9788573262612
    Português Brasileiro

    Publicado em 1605, D. Quixote chega finalmente à nossa língua numa versão que faz jus à riqueza do original. Esta nova tradução, realizada por Sérgio Molina a partir das mais abalizadas edições críticas da obra, reproduz o ritmo, as modulações e os matizes cômicos característicos de Cervantes, recuperando para o leitor de hoje toda a graça e o encantamento deste que é considerado o primeiro romance moderno. A presente edição, a única bilíngue português-espanhol, conta ainda com as célebres ilustrações de Gustave Doré. "Não existe nada mais profundo e poderoso do que este livro. Representa até hoje a mais grandiosa e acabada expressão da mente humana. Se o mundo acabasse e no Além nos perguntassem: 'Então, o que você aprendeu da vida?', poderíamos simplesmente mostrar o D. Quixote e dizer: 'Esta é a minha conclusão sobre a vida. E você? O que me diz?'." (Fiódor Dostoiévski) Sobre o tradutor Sérgio Molina nasceu em Buenos Aires em 1964 e mudou-se para o Brasil aos dez anos de idade. Estudou Ciências Sociais, Letras, Editoração e Jornalismo na USP. Começou a traduzir do espanhol em 1986 e verteu para o português mais de sessenta livros, de autores como Alejo Carpentier, Jorge Luis Borges, Ricardo Piglia, Roberto Arlt, Mario Vargas Llosa, Tomás Eloy Martínez, Ernesto Sabato, César Aira e Javier Cercas. Sua tradução para a primeira parte de D. Quixote foi premiada na 46º edição do Prêmio Jabuti (2004). Sobre o ilustrador Pintor, gravador, escultor e desenhista, Gustave Doré nasceu em Estrasburgo, na França, em 1833. Em 1847 muda-se com o pai para Paris, e nesse mesmo ano, ainda adolescente, publica seu primeiro álbum, Os trabalhos de Hércules, precursor das histórias em quadrinhos. Jovem prodígio, dedica-se então a ilustrar os clássicos da literatura, como Gargântua e Pantagruel de Rabelais (1854), A Divina Comédia de Dante (1857), A tempestade de Shakespeare (1860), Contos de Perrault (1862), D. Quixote de Cervantes (1863), Paraíso perdido de Milton (1866), O conto do velho marinheiro de Coleridge (1870) e Orlando furioso de Ariosto (1877), criando, com o auxílio de uma bem treinada equipe de gravadores, imagens que se tornaram emblemáticas dessas obras. Consagrado como um dos maiores ilustradores do século XIX, Gustave Doré morreu em Paris, em 1883.

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    Mari Vasconcelos23/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Desmisticando

    Eu comecei esse livro com um medo descomunal pelo que o nome de Cervantes carrega. Fui encarando a possibilidade de não entender bulhufas e pior, não gostar. Ainda acho que toda vez que eu reler, se assim o fizer, (pois só os dignos merecem) vou entender melhor e me encantar mais e mais Além de todas as questões filosóficas, a leitura é completamente acessível e sobretudo engraçada; o Cavaleiro da Triste Figura e seu fiel escudeiro Sancho Pança, foram responsáveis para que eu entendesse que nem tudo é o que parece, muito embora, muitas vezes, o próprio Dom Quixote visse as coisas por sua própria ótica... e quem se atreve dizer que era ele quem estava vendo da forma errada? Precisamos tanto de 'Quixotes' nesse mundo... "Aqui se enquadra o exercício de minha profissão: desfazer opressões e socorrer os miseráveis"

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