É impressionante o quanto a história da Rússia/União Soviética/Império Russo é capaz de produzir possibilidades. Revolução de 1917, Guerras, Gregori Rasputin, grupos formados por intelectuais, mas em especial, uma história que vem fascinando ao longo do tempo, é a dos Romanov. Principalmente dos eventos ocorridos em 18 de julho de 1918 em Ecaterimburgo onde toda a família foi executada sob ordem do partido Bolchevique. Desde então, as histórias que compõem esses eventos macabros, vem acompanhado de inúmeras teorias conspiratórias, desde alguns corpos que nunca foram encontrados, etc. Principalmente histórias envolvendo Anastacia Romanov. Há quem defenda sua sobrevivência, inclusive até virou animação da Disney.
Então, sem mais delongas, fiz recentemente a leitura desse livro interessante, caroneiro das teorias Czaristas, com um baita potencial de entreter até o leitor mais exigente.
A trama conta a fictícia história do inspetor Pekkala, agente de confiança do imperador Nicolau Romanov, que o intitulou de, o olho esmeralda. Tudo se inicia quando ele é retirado do exílio e convocado por Stalin para liderar uma investigação sobre os eventos que culminaram na execução do imperador e sua família. Suas ferramentas investigativas serão suas lembranças obtidas durante seu trabalho junto aos Romanov.
O livro será conduzido por curtos capítulos, que serão alternados por períodos presentes que ocorrem durante o regime soviético e também por meio de memórias do império russo.
Com uma dinâmica investigativa e um ritmo de ação capaz de nos prender, a história tem o potencial, muito fluída e rica em detalhes. Mesmo acrescentando muito pouco para a história da Rússia. Ainda assim, o autor consegue mesclar a ficção sem perder a ambientação da transição pré e pós-Revolução, dando contornos ilustrativos à obra, a tornando interessante.
Talvez o ponto negativo tenha sido a narrativa tendenciosa e altamente opinativa em criticar somente o regime stalinista e amenizar ou ignorar os excessos cometidos pelo império russo. O ideal teria sido optar pela imparcialidade. Mas, ainda assim, o autor soube conduzir a trama, fazendo com que o livro se tornasse um bom entretenimento.