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    Poética -

    Ana Cristina Cesar

    Companhia das Letras
    2013
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9788535923629
    Português Brasileiro
    4.2
    739 avaliações
    Leram1229Lendo170Querem1075Relendo6Abandonos42Resenhas49
    Favoritos213Desejados1075Avaliaram739

    A obra lírica da musa da poesia marginal, reunida pela primeira vez em volume único. Ana Cristina Cesar deixou em sua breve passagem pela literatura brasileira do século XX uma marca indelével. Tornou-se um dos mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das "leis do grupo". Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino - pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Entre fragmentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num permanente jogo de velar e desvelar. Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés, Inéditos e dispersos, Antigos e soltos: livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho. Dos volumes independentes do começo da carreira aos livros póstumos, a obra da musa da poesia marginal - reunida pela primeira vez em volume único - ainda se abre, passados trinta anos de sua morte, a leituras sem fim. "Ana C. concede ao leitor aquele delicioso prazer meio proibido de espiar a intimidade alheia pelo buraco da fechadura. Um dos escritores mais originais, talentosos, envolventes e inteligentes surgidos ultimamente na literatura brasileira." – Caio Fernando Abreu, 1982 "Um texto ultrassintético, desdobrável em muitas leituras, mas nunca esgotável. Eu sou apenas um eterno deslumbrado com a poesia, a prosa e a pessoa da carioca." – Reinaldo Moraes, 1982 "Entre Ana e o texto, entre Ana e a vida, havia a elipse, o prazer do pacto secreto com seu possível interlocutor. A isso ela chamava páthos feminino. Disso, ela fez seguramente a melhor e a mais original literatura produzida dos anos 1970." – Heloisa Buarque de Hollanda, 1984 "Ela não foi - ela fica - como uma fera." – Armando Freitas Filho, 1985 "Ana Cristina Cesar deixou uma obra poética absolutamente singular no panorama da literatura brasileira do século XX." – Joana Matos Frias, 2005 "Ana Cristina, assim como outros poetas de sua geração, debate-se com o agora." – Viviana Bosi, 2013

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    Nara Reads21/05/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A escola tem uma biblioteca. Uma escadinha de metal para alcançar mais alto, onde chove e não faz sol. Lá tem pó. A biblioteca tem dois tempos alternantes. Janelões emperrados. Tempo de silêncio espremido cômico leitor. Frinchas e vento encanado encenando cagando para as letras. Tempo de oncinhos fifecos, alunelhos, bundinhas rápidas e tranças. A biblioteca não é moderna. Na estante velha não tem romance incertos, só certos. Bolor. Calor. Lombo lombada, lambida, relida. Eu quero aquele livro que dá tesão, não,?" Se eu consegui achar sentindo em 25% foi muito! (Estou sendo otimista na porcentagem!) Mas as coisas que "acho" que entendi gostei. "Falta em Machado a menção a peidos. Peido incessantemente. Peidos presos oprimem." Nunca imaginei ler numa frase algo que relacionasse as palavras Machado de Assis e peido. Eu realmente não sei do que achar sobre isso. Se não for o Machado de Assis alguém me corrija. Mas se for, Ana não falta nada de peidos em Machado! Graças que não têm! Sei que poesia é algo bem pessoal, mas como as pessoas fazem pra entender um pensamento que só o poeta tinha na cabeça? Pra mim fica muito desconectado, fragmentado. Você lê achando que ela está querendo falar da brisa da noite, mas daí aparece um peido, o que te garante que não? 😑🙄 Posso escrever... "Fogos-fátuos de dia, cantam minha dor da alegria de acordar." - Total minha autoria 😌😅 Podem achar que não gosto de acordar ao lerem isso, mas na real não consigo dormir por muito tempo 😌🤣🤣🤣 Como se entende a poesia de alguém? Sem que esse alguém explique? Então mesmo gostando de certos fragmentos, não foi pra mim. Acho incrível a nota dele ser bem alta! Como as pessoas entendem??? Comooo?😱😱🤣

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    4.2 / 739
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas32%
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    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
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    Ana Cristina Cruz Cesar

    Ana Cristina Cesar, ou Ana C., como era conhecida, nasceu no Rio de Janeiro. Após 1968, passou um ano em Londres, fez algumas viagens pelos arredores e, na volta, deu aulas, traduziu, fez letras, escreveu para revistas e jornais alternativos e saiu na antologia <i>26 Poetas Hoje</i>, de Heloísa Buarque. Publicou, pela Funarte, pesquisa sobre literatura e cinema, fez mestrado em comunicação, lançou seus primeiros livros em edições independentes: <i>Cenas de Abril</i> e <i>Correspondência Completa</i>. Dez anos depois voltou à Inglaterra, graduou-se em tradução literária, escreveu muitas cartas e editou <i>Luvas de Pelica</i>. Trabalhou em jornalismo, televisão e escreveu <i>A Teus Pés</i>. Suicidou-se aos 31 anos.

    19 Livros
    205 Seguidores
    RJ, Brasil

    Ana Cristina Cruz Cesar