Francisca Luzia, a Mãe Luzia! Alcunha recebida do Intendente Coriolano Jucá, nascida nos idos da escravidão, parteira, benzedeira, auxiliadora de carentes com a medicina popular e 109 anos vividos em Macapá até a década de 50...
Isso é História formalmente. Quando contada no cordel temos sensação de familiaridade e maior compreensão desta que foi uma mulher simples e das mais ilustres cidadãs de Macapá. É o que essa obra apresenta, e alcança, na bela construção de Joseli Dias.
Do que li, a estrofe a seguir chamou muito minha atenção. Uma característica que não conhecia, costume de outros tempos. Folclore ou fato não sei, mas combina muito bem com a linguagem do cordel e mostra um pouco mais da simplicidade da homenageada Mãe Luzia.
"Mãe Luzia não abandonava
Seus costumes, sua cultura
Recebia em sua casa
Nua acima da cintura
Visita não reparava
Nem lhe passava censura"