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    A Lenda do Menino Lambari -

    Nicolas Behr

    Edição do autor
    2012
    132 páginas
    4h 24m
    Português Brasileiro
    4.3
    8 avaliações
    Leram12Lendo0Querem6Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados6Avaliaram8

    Na beira do rio diamantino, sentado sobre sua pedra, escrevo o meu livro de poesias que começa assim: Na beira do rio diamantino, sentado sobre sua pedra, escrevo o meu livro de poesias que termina assim: Na beira do rio diamantino, sentado sobre sua pedra, escrevo o meu livro de poesias sem fim.

    Resenhas (1)Ver mais
    Isamara Ilumiara picture
    Isamara Ilumiara13/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Infância reinventada

    Adoro os acasos da vida, especialmente o que me encontrei nos poemas de nicolas behr. Eu não, a menina que corre dentro de mim, que queria comer lambari pra aprender a nadar. A lenda do menino lambari, é a lenda da infância de cada um, que muitos acreditam que já não existe mais, afinal é só uma lenda. Mas, a mentira boa, como dizia meu amigo Suassuna, tem um fundo de verdade, é uma verdade reinventada, e podemos buscá-la no fundo do rio que tem em cada um de nós, assentada como grão de areia. Diamantino é o mundo, tal qual cada criança o concebeu um dia na infância.

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    4.3 / 8
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    Nikolaus von Behr profile picture

    Nikolaus von Behr

    Nicolas Behr (Nikolaus von Behr) nasceu em Cuiabá, em 1958. Cursou o primário com os padres jesuítas em Diamantino, MT, onde os pais eram fazendeiros. Mudou-se para a capital aos 10 anos e queria ser geólogo, arqueológo ou historiador. Mora em Brasília desde 1974. Em 1977 lançou seu primeiro livrinho e best seller “Iogurte com Farinha”, em mimeógrafo, tendo vendido 8.000 exemplares de mão em mão. Em agosto de 1978, após ter escrito “Grande Circular”, “Caroço de Goiaba” e “ Chá com Porrada”, foi preso e processado pelo DOPS por “ porte de material pornográfico”, sendo julgado e absolvido no ano seguinte. Até 1980, publicou ainda 10 livrinhos mimeografados. A partir desse ano passou a trabalhar como redator em agências de publicidade. Em 1982 ajudou a fundar o MOVE – Movimento Ecológico de Brasília, a primeira ONG ambientalista da Capital Federal. Em 1986 abandonou a publicidade para trabalhar na FUNATURA – Fundação Pró-Natureza – onde ficou até 1990, dedicando-se, desde então, profissionalmente, ao seu antigo hobby: produção de espécies nativas do cerrado. Co-autor do livro “ Palmeiras no Brasil”. A partir de 1993, voltou a publicar seus livros de poesia, com “Porque Construí Braxília”. É sócio- proprietário da Pau-Brasilia Viveiro Eco.loja, casado, desde 1986, com Alcina Ramalho e tem três filhos: Erik, Klaus e Max. Teve o seu perfil biográfico traçado pelo jornalista Carlos Marcelo no livro “ Nicolas Behr – Eu Engoli Brasília”, publicado em 2004. A jornalista Gilda Furiati defendeu tese de mestrado no Instituto de Letras da Universidade de Brasília em 2007 sob o titulo: “Brasília na poesia de Nicolas Behr: idealização, utopia e crítica”. Em 2008 seu livro “Laranja Seleta – poesia escolhida – 1977 – 2007 “ pela Língua Geral, foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. “Do fenômeno poético à experiência urbana: (por) uma poesia de Nicolas Behr”, dissertaçao de mestrado apresentada por Laíse Ribas Bastos na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2009.

    18 Livros
    23 Seguidores
    Matro Grosso, Brasil

    Nikolaus von Behr