Obsession - Love on the Edge, livro 1

    Sharon Cullen

    Samhain Publishing
    2010
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-9: 160504558

    Há apenas um ano, o Oficial Alex Juran e sua esposa Tess tiveram tudo. Amor, um casamento sólido e um bebê a caminho. Então, em uma batida do coração, eles perderam tudo. Agora, Tess está fazendo seu melhor para seguir em frente. Ela tem um negócio próspero e, embora às vezes possa ser solitário, ela se orgulha da nova vida que construiu sem Alex. Dois dias antes de finalizarem o divórcio, Alex leva um tiro no cumprimento do dever e é deixado para morrer. Ele enfrenta uma difícil recuperação, então Tess se encontra adiando o divórcio e se oferecendo para cuidar dele, até que ele possa viver sozinho novamente. A princípio, a convivência é um pouco mais do que uma luta. As lesões incapacitantes de Alex, o divórcio iminente, e sua incapacidade de lembrar quem atirou nele, o fez descontar no alvo mais próximo a ele: Tess. Quando alguém começa a persegui-la, ele suspeita que o atirador voltasse. Convencido de que Tess está em perigo, Alex fica desesperado para recuperar sua força. Porque não importa o quanto ela o machucou no passado, eles estavam tendo uma segunda chance e ele fará qualquer coisa para proteger sua esposa.

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    Nadja dos Santos12/08/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Escrever não é nada?

    A felicidade de escrever bem, de se expressar com a precisão desejada, não é algo que se queira mostrar ou, pelo menos, não principalmente mostrar. É realização pessoal com o que chega-se a cair no mesmo dilema espalhado em todos os setores da vida. No caso de Marguerite Duras isso acontece plenamente em “O amante”. Após as primeiras páginas em que sentimos estar diante de um texto autobiográfico, a paixão da protagonista é a nossa, justamente porque não existíamos, nós, leitores, quando da elaboração do texto – nascemos nele. Ao longo da narrativa faz-se menção ora do ato escrever, ora do ato sexual, quase como se fossem complementos um do outro e aí certamente há um elemento de união para o interesse de um leitor, antes de qualquer outra coisa uma pessoa sujeita ao desejo, que o livro faz que transcenda a simples vida. “Comecei a escrever num meio que me impelia ao pudor. Escrever, para eles, era ainda moral. Escrever, dir-se-ia, muitas vezes não é nada.” Ela mesmo define esse “nada” adiante: “Que a partir do momento em que escrever não é, todas as vezes, todas as coisas confundidas numa só, por essência inqualificável, escrever não passa de publicidade”. A literatura é uma satisfação sim quase sensual, são gratificantes momentos de uma felicidade fora do tempo e mais livre que a liberdade no tempo possível. “O que quero parecer, pareço, bela também, se é o que querem que seja, bela ou bonita, posso ser tudo o que quiserem de mim.” É a magia do saber dizer. “O amante” conta a história de amor entre a menina de quinze anos e o rapaz chinês bem mais velho, onde todavia os papéis tradicionais se invertem e é ela quem detém o poder de alguém independente que ele jamais será. Embora tenha em algum momento sido adepta da corrente do novo romance francês, Duras nunca teve sua escrita aprisionada pelo movimento. O que faz aqui é uma intensa mescla de monólogos interiores, fluxos de consciência e planos e cortes cinematográficos de quem teve realmente imensa importância na construção de roteiros consagrados, como Hiroshima meu amor. (a propósito do qual diz Júlia Simone que Duras é intimista porque traduz o intraduzível). É a autobiografia elevada às alturas de literatura apaixonante como a paixão que narra – um sucesso de público e de crítica que também não é comum. “Ele diz que está só, atrozmente só, com esse amor que tem por ela. Ela diz que também ela está só. Não diz com que. Ele diz: seguiu-me até aqui como teria seguido outro qualquer. Ela responde que não pode saber, que nunca seguiu ninguém a quarto nenhum. Ela diz que não quer que lhe fale, o que ela quer é que ele faça como habitualmente faz com as outras mulheres que leva àquele apartamento. Pede-lhe que o faça assim. Ele arrancou o vestido, arrancou as calcinhas de algodão branco e leva-a assim nua até à cama. E depois volta-se para o outro lado na cama e chora. E ela, lenta, paciente, vira-o para si e começa a despi-lo. De olhos fechados, despe-o. Lentamente. Ele quer fazer gestos para a ajudar. Ela pede-lhe que não se mexa. Deixe-me. Ela diz que quer ser ela a fazê-lo. Faz isso. Despe-o. Quando ela lhe pede ele desloca o corpo na cama, mas muito levemente, como para não a acordar” (O amante – pags 33 e 34)

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