O Homem e a Natureza (Espírito e Matéria) -

    Seyyed Hossein Nasr

    Zahar
    1977
    142 páginas
    4h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A tese brilhantemente exposta no presente livro é simples: embora a Ciência seja legítima em si mesma, o papel e a função da Ciência tornaram-se ilegítimos e até perigosos, em virtude da falta de uma forma superior de conhecimento em que a ciência possa ser integrada e da destruição do valor sagrado e espiritual da Natureza. Para remediar essa trágica situação, cumpre reviver o conhecimento metafísico pertinente à Natureza, devolvendo-se a esta sua qualidade sagrada. Como fazê-lo? Reinvestigando a História e a Filosofia da Ciência em relação à teologia cristã e à filosofia tradicional da Natureza que existiram durante a maior parte da História européia e ocidental. A prória doutrina cristã deve ser ampliada para incluir uma doutrina que se apóie no significado espiritual da Mãe Natureza - e isso com a ajuda das tradições metafísicas e religiosas orientais, onde tais doutrinas ainda estão vivas. Este fecundo e provocante livro foi escrito por um dos maiores pensadores islâmicos do mundo, muito ante de a "ecologia" se tornar uma palavra em moda. É um tour de force espiritual que explora as idéias sobre as relações entre o Homem e a Natureza no Taoísmo, Hinduísmo, Cristianismo e Islamismo. Com profundo discernimento e intuição, o Professor Seyyed Hossein Nasr analisa a crise espiritual do século XX e realça a importãncia de uma conscientização das origens da Natureza e do Homem, habilitando o leitor não só a elucidar e compreender as causas do nosso atual dilema, mas também a redescobrir o rumo de uma harmonia que corre o risco de irremediável perda. O irresistível apelo a uma abordagem mais espiritual da Natureza é formulado através de um penetrante ataque às condições atuais da Civilização Ocidental, mas é um ataque em que o autor demonstra profundo conhecimento dos escritos científicos ocidentais. Suas críticas são bem documentadas e, como se diz na Introdução, o livro reflete a tarefa de "atuar como crítico oriental do Ocidente, revertendo assim o que os orientalistas vêm fazendo há mais de um século a respeito das culturas e religiões orientais". Trata-se, enfim, de um livro altamente recomendável para quantos se interessam e preocupam com a atual crise do homem e da civilização ocidentais, suas causas, suas consequências sombrias e as soluções radicais que ainda seria tempo de implantar.

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    Marcio Pereira de Souza17/02/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    O homen e a natureza

    “A tese apresentada neste livro é simplesmente a seguinte: embora a ciência seja legítima por si só, o papel e a função desta e sua aplicação se tornaram ilegítimos e mesmo perigosos devido à falta de uma forma mais elevada de conhecimento, no qual a ciência pudesse ser integrada, e à destruição dos valores sagrados e espirituais da natureza.” O autor ao longo do texto expõem que a ciência que surgiu das discussões filosóficas e com o objetivo maior de atingir a busca da verdade do crescimento intelectual e espiritual do homem separou-se totalmente dessa origem voltando-se somente para o materialismo e o empirismo e relegando o lado espiritual ao âmbito estritamente privado. Ou seja, a religião e o transcende não tem mais espaço para opinar ou criticar a ciência, enquanto o contrário é o padrão atualmente. O ponto negativo é que o autor, de confissão islâmica, critica o Ocidente e o cristianismo com muita propriedade, mas não tem a mesma postura em relação ao Islam, que inclusive propõe como a solução para todos os problemas relacionados a tese proposta no livro.

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