Ludwig van Beethoven foi uma daquelas personalidades que desde criança surpreenderam por suas habilidades inatas. E essa HQ faz um divertido uso dessa característica, como o choro “em si bemol” do bebê Pateta, segundo seu pai. Na vida real, contudo, logo surgiu a obsessão do pai em tornar o filho prodígio um novo Mozart, sobrecarregando-o de aulas de música desde cedo. Esse relacionamento algo conflituoso é habilmente convertido pelos quadrinistas numa comédia abrutalhada, incluindo a substituição do alcoolismo do Sr. van Beethoven pelo vício por comida. Já o notório afeto que o filho nutria pela mãe é muito bem transmitido por Pateta no desenrolar da trama, sobretudo perto de sua conclusão, quando um acidente ocorre. Ainda assim, Maria Magdalena van Beethoven não tem seu nome mencionado nos quadrinhos, ao contrário do pai, Johann, numa rara citação do gênero nessa série. Literalmente carregando o piano nas costas, o talento de Pateta Beethoven ganha notoriedade pública (e muito dinheiro) ao ar livre, nas ruas de Viena. De fato, é sabido que o músico não se desincumbiu de carregar seu fardo, cuidando de seus irmãos mais novos quando seus pais faltaram.Comum nessas histórias, as menções e aparições de eletrodomésticos inimagináveis na época retratada, como o televisor e a geladeira, dão aquele peculiar toque de nonsense à trama, e que tão bem se ajusta à personalidade sempre inocente de Pateta, não importa qual personagem ele esteja encarnando
Pateta Faz História - Intepretando Beethoven
Walt Disney
Editora Abril S/A
1985
50 páginas
1h 40m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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