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    Mattinata -

    Fernando Monteiro

    Nephelibata & Sol Negro
    2011
    92 páginas
    3h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
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    "Em italiano, mattinata significa o período da manhã. Se escrevermos a palavra no Google Images, encontraremos fotos da uma luminosa praia de mesmo nome na Regione Puglia, de uma Cafeteira da Arno e do mais recente livro de Fernando Monteiro. O livro é formado por três poemas narrativos longos: Mattinata, Escritos no Túmulo e E para que ser poeta em tempos de penúria? Mattinata é uma coedição da Nephelibata (SC) e da Sol Negro (RN). Parabéns a ambas, que em parceria trouxeram à tona esta coleção de poemas de Monteiro, do qual já conhecíamos os romances e o extraordinário poema Vi uma foto de Anna Akhmátova." ___Milton Ribeiro --- "Os três poemas deste livro de Fernando Monteiro prosseguem a meditação iniciada com o seu 'Vi uma foto de Anna Akhmátova' (Fund. de Cultura Cidade do Recife, 2009) e vão em direções até certo ponto convergentes, desde o primeiro - o 'Mattinata' do título geral -, no cenário de intimidade das horas finais de uma relação amorosa, sendo personagens a voz interrogativa de um homem a contemplar a amante que ainda dorme no quarto de um hotel e também a cidade (estrangeira?) na qual essa separação coincide com o começo da manhã a se insinuar na dobra das coisas. O segundo poema recua longamente no tempo - parece inscrito em lápides romanas que murmurassem algum daqueles segredos 'que não são para se contar'. E essa intenção se desloca da forma para evocar também o tema da ruína da ruína, ou seja, a situação da própria civilização em tempos de vulgaridade extrema. O terceiro e último poema desdobra o eco dessa 'vulgaridade' no âmago da cultura, a partir de uma espécie de elegia em torno da morte do poeta Roberto Piva, ocorrida em 2010. Pós-beatnik até o amargo fim, Piva se manteve 'selvagem' a vida inteira, avesso ao comércio literário de todos os tipos, e, quando morreu quase como indigente num hospital de São Paulo, ninguém pareceu perceber o dedo acusador por ele apontado através de um verso (retirado de Hölderlin) citado em praticamente todos os necrológios do rebelde paulista - E para que ser poeta em tempos de penúria? - A partir desse 'mote' - e de uma forma bem diferente daquela dos poemas anteriores - de alguma maneira a grandeza e a miséria (para lembrar um título de Alfred de Vigny) da Poesia em épocas de "penúria", passam a estar no centro indignado do quase 'manifesto' que, aqui, revolve a própria música do verso e confronta, igualmente, o modus da sua recepção num mundo 'antipoético' por excelência, conforme muitos denunciam o tempo presente." ___Márcio Simões

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    Fernando Monteiro

    É bacharel em Ciências Sociais e estudou Cinematografia em Roma (Itália). Estreou como poeta com o poema longo Memória do Mar Sublevado (Editora Universitária), em 1973. No ano seguinte, a mesma editora lançou a sua peça teatral em dois atos O Rei Póstumo, distinguida com o Prêmio Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras, em 1975. Seu livro de poemas Ecométrica conquistou o prêmio nacional da UBE/Rio, em 1984, e foi elogiado por Camilo José Cela (Prêmio Nobel 1989), em artigo crítico publicado na Espanha, e republicado no jornal "Diário de Pernambuco". Em 1984 publica Hiléiade (poesia) pela Editorial dos Reis (Portugal) e A Interrogaçao dos Dias (poesia) pela Edições ENCONTRO, Gabinete Português de Leitura. Após incursionar pelo cinema, como autor de documentários e filmes culturais de curta-metragem (alguns indicados, oficialmente, para representar o Brasil em festivais internacionais de filmes curtos no México, na Alemanha e na Polônia), Fernando Monteiro publicou dois romances premiados no Brasil e em Portugal: Aspades, ETs, Etc e A Cabeça no Fundo do Entulho (Prêmio Revista BRAVO! de Literatura 1999). Depois de lançado pela portuguesa Campo das Letras (Porto), Aspades, ETs, Etc foi lançado no Brasil, em 2000, pela Editora Record, e, ainda relançado -- no formato e-book -- pela Editora Cesárea, em 2014, ano em que figurou entre os sete livros de "Literatura brasileira" votados como os melhores do ano, pela escolha dos colunistas e críticos colaboradores da Revista Amálgama - Atualidade & Cultura: ☀http://www.revistaamalgama.com.br/12/2014/melhores-livros-2014 É também autor de A Múmia do Rosto Dourado do Rio de Janeiro (2001), O Grau Graumann (2002) e As Confissões de Lúcio, de 2006, primeiro e segundo volume da "Trilogia Graumann") - cujo personagem central é Lúcio Graumann, gaúcho de Santa Cruz do Sul que Monteiro criou, ficcionalmente, como o primeiro brasileiro laureado com o prêmio Nobel de literatura, além do livro de contos Armada América, finalista do Prêmio Brasil/Telecom, em 2004. Em julho de 2005, o romancista pernambucano - que também colabora, como articulista, em jornais e revistas como Continente Multicultural - iniciou a publicação de O Inglês do Cemitério dos Ingleses, em capítulos mensais (à maneira do chamado "romance-folhetim" popular no século XIX) nas páginas do caderno "Viramundo" do jornal literário Rascunho. Em outubro de 2008, Fernando Monteiro fez a sua estréia como autor também na área infanto-juvenil, com O Nome de um Hamster. Em 2009, publica em livro o poema longo Vi uma foto de Anna Akhmátova pela Fundação de Cultura Cidade do Recife. Em 2012 publicou com tiragem limitada/numerada o livro de poemas Mattinata (co-edição Edições Nephelibata, de Santa Catarina, e Sol Negro Editora, do Rio Grande do Norte). Em maio de 2013, foi anunciado vencedor do primeiro Prêmio Pernambuco de Literatura, na Categoria Romance, com O Livro de Corintha. Fernando Monteiro também exerce a crítica de arte: é autor do livro Brennand (premiado pela Funarte, em 1987), foi apresentador de exposições internacionais em Berlim e no Porto, atuou como jurado de salões de arte e desempenhou atividades de curador (galerias Espaço Vivo e Estúdio A), na década de 1990.

    12 Livros
    1 Seguidor
    Pernambuco, Brasil

    Fernando Monteiro