Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas38
    • Leitores910
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O leilão do lote 49 - Romance

    Thomas Pynchon

    Companhia das Letras
    1993
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-10: 8571643199
    Português Brasileiro
    3.9
    298 avaliações
    Leram438Lendo26Querem437Relendo1Abandonos8Resenhas38
    Favoritos31Desejados437Avaliaram298

    Hilariante romance de um dos melhores escritores contemporâneos, tendo como pano de fundo as bizarras subculturas do Sul da Califórnia na década de 60. O leilão do lote 49, segundo romance de Thomas Pynchon, um dos mais inventivos escritores norte-americanos, é um hilariante mergulho, repleto de surpresas, na subcultura da Califórnia em plena década de 1960, entremeado de alusões à cultura de massa e à história europeia. Èdipa Maas, a protagonista, é surpreendida ao ser designada inventariante no testamento de um riquíssimo ex-namorado e, ao começar a desvendar seus negócios, vê-se envolvida no que parece ser um misterioso complô internacional, que se complica à medida que fatos e personagens cada vez mais bizarros se sucedem e se encaixam como as peças de um delirante quebra-cabeça.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (38)Ver mais
    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel28/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O caos nosso de cada dia nos dai hoje

    Qual seria, afinal, o grande tema dos livros de Thomas Pynchon? Há quem diga que é a paranóia. Outros, o mistério (inegavelmente suas obras são bem detetivescas, mesmo que este clima seja imposto implicitamente, sem se denunciar, com personagens aparentemente banais caindo em complexos esquemas de algum cenário underground). Este livro, a meu ver, prova que é a comunicação, a linguagem - e todos os meandros que a circulam. Pois as incertezas, as dúvidas, tudo que é incongruente se origina não da falta de informações, mas da pluralidade delas, - é como se a cacofonia da pós modernidade fosse incutida em um texto (este lançando em um Estados Unidos de 1966, de pura efervescência cultural e social). Também pode ser vislumbrado o Efeito Borboleta; ao tomar conhecimento que seu falecido ex-namorado a escolhera como sua inventariante, Édipa, a protagonista, inicia numa jornada que trará para ela (e para o público) mais dúvidas do que certezas, - temos uma nítida impressão do que está acontecendo, mas tudo não passa de suposição, como se tudo estivesse dito pela metade, - e as coisas, assim, adquirem vários significados, na semiótica de tudo poder transparecer qualquer coisa; como no livro em questão, onde a Trompa que estampa a capa pode ser tanto um devaneio da protagonista como o símbolo de uma sociedade secreta (a suposta M.O.I.T.A.), - e se essa sociedade secreta existir, ela pode ser tanto um empreendimento do falecido ex-namorado quanto um serviço postal paralelo ao governo, com sua criação datando o Sacro Império Romano. Afinal, em obras Pynchonianas tudo pode ser real (ou falso); os conceitos adquirem novos significados (como, neste livro, o Demônio de Maxwell e a Entropia, conceitos físicos que aqui são incluídos e modelados ao ponto de caberem na história), e o que reina é o caos da sociedade contemporânea. Escritor há mais de sessenta anos, creio que a obra do autor perdure por seu domínio em explorar a anarquia dos tempos atuais, - fico pensando o que ele acha deste antropoceno (seu último livro, O ÚLTIMO GRITO, lançado em 2013, é a amostra mais precisa de sua análise do novo século [por mais que ele se passe em 2001, acompanhando os ataques às torres gêmeas de Nova Iorque]). Deliciosamente difícil, é o tipo de livro para quem gosta de histórias frenéticas, confusas, para quem está cansado de livros onde o autor entrega todas as cartas de mão beijada (se bem que, se comparado a VÍCIO INERENTE e O ÚLTIMO GRITO, que juntos deste foram os únicos livros que li de Pynchon, este é facílimo; eu creio ser uma excelente porta de entrada para o autor). Favoritado.

    30 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 298
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas3%
    Thomas Ruggles Pynchon, Jr. profile picture

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.

    Escritor norte-americano, tido como dos mais originais de seu tempo. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster. Ganhador do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como concorrente ao Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, quadrinhos, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam em uma realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam de sua juventude.

    34 Livros
    106 Seguidores
    Nova Iorque, EUA

    Thomas Ruggles Pynchon, Jr.