Sonho de Uma Noite de Verão (Clássicos Universais) -

    William Shakespeare

    Todolivro
    2016
    44 páginas
    1h 28m
    ISBN-13: 9788573987010
    Português Brasileiro

    O Duque Teseu está prestes a se casar com Hipólita na antiga Grécia, quando é chamado para resolver uma questão: Egeu quer obrigar sua filha Hérmia a se casar com Demétrio, porém ela ama Lisandro. Para escapar da lei ateniense, Hérmia e Lisandro tramam fugir. Hérmia, porém, conta seu plano para sua amiga Helena, que ama Demétrio. Helena revela tudo a Demétrio e, assim, logo os quatro jovens entram em uma floresta cheia de fadas e duendes que usam poções mágicas para confundir os enamorados em encontros e desencontros. Para dar uma lição na rainha das fadas, Oberon, rei dos duendes, pede ao elfo Puck que enfeitice Titânia para que se apaixone pelo primeiro que vir ao acordar. Não muito distante dali, um grupo de artesãos amadores ensaia uma peça de teatro para o casamento de Teseu e Hipólita. Puck se diverte transformando um dos atores em burro falante. Então, a rainha Titânia, ao acordar, fica perdidamente apaixonada por ele. Por fim, o rei Oberon ordena a Puck que dê um jeito em tudo e que um feitiço faça os quatro acreditarem que tudo não passou de um "sonho em uma noite de verão" durante a apresentação de uma peça teatral na festa de casamento.

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    Clio picture
    Clio08/04/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Outra obra que me faz pensar que Shakespeare escrevia tudo bêbado, no mínimo. Sonho de uma Noite de Verão é uma das comédias românticas mais populares do bardo, tanto por seu ambiente irreal quanto pelos versos. Mas, o que deve se manter em mente ao lê-lo é que o autor era patrocinado pela corte real inglesa, a mesma que ele se esforçava em agradar ao mesmo tempo que escondia sua zombaria. Há várias subtramas que compõe o fio narrativo dessa peça, temos a principal com o casamento de Teseu e Hipólita, o drama entre o quadrângulo Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena, a representação dos artesão e as duas cortes de Titânia e Oberon. Como, então, criticar a própria mecena sem ser acusado de traição? Transformando toda a sua crítica em uma grande piada mitológica. Criticar a guerra velada pelo matrimônio da Rainha Elizabeth? Vamos colocar Titânia e Oberon separados. Apontar a homossexualidade e pedofilia rompante nas monarquias inglesas e francesas? Vamos colocar uma criança indiana como objeto de disputa. Que tal zombar da incipiente burguesia europeia que se atirava em busca das regalias reais? Esse é o papel da trupe de artesãos. Claro, essa é uma forma extremamente irônica de analisar essa peça... mas, não consigo ver de outra forma um trabalho em que a única parte verdadeiramente romântica acontece no que seria a quebra da quarta parede com a peça-sobre-peça de Piramo e Tisbe, e uma rainha se apaixonando por um homem com cabeça de burro. Recomendo.

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