Over a millennium ago, Erna, a seismically active yet beautiful world was settled by colonists from far-distant Earth. But the seemingly habitable planet was fraught with perils no one could have foretold, and the colonists found themselves caught in a desperate battle for survival against the fae, a terrifying natural force with the power to prey upon the human mind itself, drawing forth images from a person's worst nightmare or most treasured dreams and indiscriminately giving them life. Twelve centuries after fate first stranded the colonists on Erna, mankind has achieved an uneasy stalemate, and human sorcerers manipulate the fae for their own profit, little realising that demonic forces which feed upon such efforts are rapidly gaining in strength. Now, as the hordes of the dark fae multiply, four people - Priest, Adept, Apprentice and Sorcerer - are about to be drawn inexorably together for a mission which will force them to confront an evil beyond their imagining, in a conflict which will put not only their own lives but the very fate of humankind in jeopardy...
Black Sun Rising - The Coldfire Trilogy, Book 1
C.S. Friedman
Resenha: Cold Fire Trilogy #1 Black Sun Rising de C.S. Friedman, O heroísmo de um vilão!
Em termos de fantasia sombria, o gênero da fantasia que lida com temas sombrios, adultos, e que nem sempre levam a um final feliz, um dos maiores clássicos contemporâneos é a trilogia Coldfire, de C.S. Friedman. De tanto ouvir falar dessa trilogia, publicada no início da década de 90, resolvi encarar os três livros (mais uma noveleta de prequel) e ver o que ela tem de tão especial. Celia S. Friedman é uma escritora de ficção científica e fantasia americana, muito famosa por causa da trilogia Coldfire. A trilogia ganhou vários prêmios e é considerada muito influente na nova onda de fantasia sombria que tomou conta do gênero, principalmente nos anos 90. A trilogia Coldfire foi a primeira vez que a autora entrou no campo da fantasia, mas mesmo assim de uma maneira diferente, misturando elementos da ficção científica. O cenário da trilogia se passa no planeta Erna, que foi colonizado por humanos vindos do espaço, mas, devido a características específicas do planeta, acabaram regredindo em termos tecnológicos até um período medieval-renascentista, com um início de desenvolvimento da tecnologia a vapor. A grande sacada do cenário são as forças Fey, energias inteligentes capazes de reagir de acordo com os pensamentos e sentimentos dos seres sencientes do planeta. Ou seja, é um mundo onde a magia é real, mas explicada de maneira científica; é como se o planeta fosse uma entidade viva gigantesca que usa as Fey para ajudar na sobrevivência das espécies que vivem em sua superfície. O fato das Fey reagirem aos desejos mais inconscientes dos humanos criou várias consequências para o mundo. Uma delas é a incapacidade de desenvolvimento tecnológico ao ritmo da Terra, porque as leis da física são constantemente quebradas em Erna. Isso cria uma civilização dependente do uso das Fey, ou seja, da magia. É interessante ver os personagens de Black Sun Rising reclamando do mundo onde vivem e sonhando com um mundo onde as leis da física são mais permanentes, ou seja, para eles o melhor dos mundos é o nosso! No mundo de Erna existe de tudo que consideramos sobrenatural, criados pelos próprios desejos inconscientes dos humanos; demônios, vampiros, monstros, etc. Existem seres chamados de Adeptos que dedicam suas vidas para controlar as Fey, além de uma Igreja que busca reduzir o caos causado pelas Fey através da fé em um Deus único. A fé agiria como um mecanismo de segurança contra os desejos inconscientes, focando os pensamentos dos humanos na criação de um Deus que abafaria o caos criado pela imensidão de desejos diferentes. É ou não é um cenário interessante? O primeiro livro da trilogia narra a busca de Ciani, uma Adepta que perdeu suas memórias. Ela recebe a ajuda de um Sacerdote Guerreiro chamado Damien, de seu assistente Senzei e do personagem mais interessante da trilogia, o assustador Neoconde Gerald Tarrant. A história é contada principalmente pelo ponto de vista de Damien e seu conflito em trabalhar junto com o maligno Gerald Tarrant. Além do cenário que é muito interessante, o que mais me chamou atenção na trilogia (e me fez querer ler os demais livros) é o personagem Gerald Tarrant, o Neoconde. Ele é a estrela da história, um vilão com características de anti-herói, Gerald rouba todas as cenas em que aparece. A rivalidade entre Gerald e Damien é uma das partes mais legais da história. Esse é um livro de fantasia sombria, ou seja, o toque de horror e terror da narrativa é bem pronunciado. A autora sabe criar um clima bem interessante, e o modo amoral com que Gerald vai conduzindo a busca pelas memórias de Ciane dá um toque original na história. Os vilões também são medonhos, mas o interessante é que o protagonista Gerald é o mais aterrorizante da história. Ele deixa o leitor bem paranóico! Recomendo Black Sun Rising (e a prequel Dominion, que é uma noveleta com uma história da origem dos poderes do Neoconde) só para conhecer o Neoconde. Ele entrou para a minha lista de personagens fodões da fantasia!
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