O livro faz referências aos principais debates, alternativas e dilemas vinculados à produção e manutenção de uma agricultura verdadeiramente sustentável.
Na primeira parte, o livro traz as problemáticas referentes aos danos ambientais, e consequentemente econômicos e sociais, causados pelas práticas de manejo utilizadas pela agricultura industrial que são oriundas da revolução verde.
Na segunda parte, as bases conceituais e metodológicas da agroecologia são apresentadas ao leitor. Expõe como, atualmente, o caráter complexo do contexto agrícola envolve o estudo da agricultura, do ambiente global e do sistema social. Conceitos como agroecossistema, variabilidade genética, diversidade biológica, uso da terra, diálogo de saberes, manejo integrado de fertilidade do solo e entre outros, são apresentados.
Na terceira parte, volta-se diretamente às técnicas como policultivo, cultivos de cobertura, rotação de culturas, controle biológico, assim como também relata sobre a compreensão dinâmica do agroecossistema por meio da ecologia das doenças vegetais e sua vinculação à homogeneidade genética.
Já na última parte, a obra dá ênfase às razões para o fortalecimento e apoio a uma agricultura familiar camponesa. Tais sistemas desenvolveram ao longo do tempo e desenvolvem atualmente modelos de produção e promoção de uma agricultura sustentável uma vez que trabalha a segurança e a soberania alimentar, reduzem os danos ambientais em comparação aos sistemas convencionais industriais, e promovem o desenvolvimento econômico e social dos municípios/estados/regiões/países.
Devido a data de lançamento do livro, muitas referências de estudos e de pesquisas apresentam mais de 20 anos de publicação. Tal fato demonstra como o livro é bastante introdutório à questão de uma agricultura sustentável.
Linguagem científica e basilar na compreensão da agroecologia como ciência sistêmica e holística.