O livro todo é desenvolvido a partir deste ponto, desta afirmação e, sinceramente, esse é um livro que me deixou bem confusa.
Sendo católica e conhecendo a Lei de Deus foi difícil compreender o que é certo e o que teria sido uma interpretação equivocada, e ainda não compreendi. Devemos entregar nossa vida e nossa liberdade e felicidade nas mãos de Deus, mas alguns pontos são um pouco contraditórios com o que sempre aprendi.
E se não quisermos seguir esse caminho? Se a direção for outra? Se somos obrigados a seguir esse caminho, não seria essa uma forma de limitação da nossa liberdade? Afinal, optar por um caminho quando só há um não é uma escolha livre, mas sim uma imposição, uma repressão.
Por que devemos buscar a Deus para nos livrar-nos dos aspectos externos? Por que não fazer isso por outros meios? E se nossa essência não condiz com as leis de Deus, com os Dogmas da Igreja Católica, com as normas que ditam nossa vida dentro da igreja?
Por que seriamos obrigados a viver desconfortavelmente até negarmos a nós mesmos em nome de outros? O conflito criado dentro de nós mesmos é compensatório? Entendi a mensagem do livro de que não devemos agir pensando nas recompensas, pois isso nos prenderá a algo, ao invés de nos libertar.
Mas me pergunto então, se me entrego a Deus apenas por medo das consequências ou por acatar à frase “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, tendo em vista que somos de Deus e que a Ele voltaremos, isso não seria uma forma de me prender à uma ideia perpassada de geração em geração?
Enfim, esse livro me deixou com certeza com muito mais dúvidas do que antes e encerro com essa citação presente no texto: “O lamento pela vida não vivida pode levar a uma resignação profunda, e até mesmo à depressão."