Dizer que Não Abra reúne crônicas é uma forma simplista de resumir o assunto. Não é bem assim, na verdade. Além das crônicas, há pensamentos, desabafos, divagações, opiniões, textos inclassificáveis. Quando são escritos em primeira pessoa, não fica claro se são autobiográficos ou se são a expressão de um eu lírico, o que enriquece a obra – estaria a autora se revelando sem pudores ou exercitando seu talento de se imaginar na pele dos outros? Barbara é econômica nas palavras, mas elas transbordam sensibilidade e significado. O leitor é freqüentemente transportado para a solidão dos pensamentos alheios. E o tempero dos textos varia: pode ser crueldade, ceticismo, esperança, compaixão, amargura, felicidade, tesão, sentimentos e sensações que todo mundo conhece, mas que são difíceis de explicar. A autora sabe transmiti-los e despertá-los muito bem. Crítica de Alexandre Almeida Santos
Não abra -
Barbara Dufles
Multifoco
2008
81 páginas
2h 42m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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