Lido entre 08 e 14 de novembro de 2022.
São 16 textos de diversos autores brasileiros conceituados, dois de cada um, incluindo o clássico Machado de Assis, nosso melhor contista. Dos autores mais recentes (mas nem tanto assim), temos histórias escritas por Moacyr Scliar e Luís Fernando Veríssimo este, o único vivo no momento; LFV nasceu em Porto Alegre em 1936 e escreve majoritariamente textos humorísticos. Outro que fazia isso era Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) que, como Veríssimo, criou personagens cômicos inesquecíveis.
Além de uma pequena biografia de cada autor o volume traz ainda engraçadas ilustrações de Roberto Negreiros (penso que a da capa, ótima, bem poderia ser a da personagem Dona Custódia, de Fernando Sabino). Também se faz presente uma breve apresentação escrita pelo crítico José Paulo Paes, Uma Viagem Pelo Cômico, onde ele destaca que (...) a capacidade de rir (excluído evidentemente o riso de pura alegria física das crianças) está ligada de perto à capacidade de pensar, privativa do homem, ou seja, à percepção imediata da incoerência de uma situação que se torna cômica.
Isso posto, vamos aos autores e suas histórias:
Fernando Sabino (1923-2004) Televisão para dois; Dona Custódia;
Arthur Azevedo (1855-1908) Um capricho; Plebiscito;
Machado de Assis (1839-1908) A chinela turca; A segunda vida;
Stanislaw Ponte Preta (1923-1968) Prova falsa; Conversa de viajantes;
Lima Barreto (1881-1922) Um músico extraordinário; Boa medida;
Luís Fernando Veríssimo Atitude suspeita; O casamento;
Aluísio Azevedo (1857-1913) O macaco azul; Polítipo;
Moacyr Scliar (1937-2011) Piquenique; O ladrão.
De modo geral, todas as histórias são interessantes porque foram escritas por grandes autores nacionais e penso que cinco delas fazem a leitura do volume valer a pena: Dona Custódia (Sabino), Plebiscito (Arthur Azevedo), Conversa de viajantes (Ponte Preta), Atitude suspeita (Veríssimo) e O macaco azul (Aluízio Azevedo). Além disso, o livro tem pouco mais de 100 páginas, as histórias não são longas, então dá para ler tudo em poucos dias ou entre alguma outra leitura. Meu caso, pois leio também o ótimo livro de Laurent Binet, HHhH, ou seja, Himmlers Hirn heiBt Heydrich: "o cérebro de Himmler se chama Heydrich", nazista também conhecido como o homem do coração de ferro. Põe ferro nisso.