Este é um convite ao risco. Ao percorrer estas páginas, conduzido por um dos mais experientes jornalistas brasileiros, o leitor mergulha na mente de matadores de aluguel, traficantes e assaltantes, entrevistados em seus esconderijos. Cruza os céus da América para cobrir tentativas de golpe de Estado. O premiado jornalista gaúcho Humberto Trezzi revela, neste Em Terreno Minado, os bastidores de reportagens em áreas de risco que fez em quase trinta anos de profissão. Ele mostra, em detalhes de arrepiar, conflitos, rebeliões e catástrofes em várias partes do mundo: Angola, Bolívia, Chile, Colômbia, Haiti, Líbia, México, Paraguai, Timor e também em Porto Alegre, Rio e Santa Catarina. Um vigoroso testemunho da história contemporânea, com fotos impressionantes.
Em terreno minado - aventuras de um repórter brasileiro em áreas de guerra e conflito
Humberto Trezzi
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O primeiro livro jornalístico que eu li. Uma bela estréia. O gaúcho introvertido nerd Humberto Trezzi desde cedo adotou o gosto pela leitura e isso influenciou sua vindoura formação. Ele cita o clássico consagrado O Coração das Trevas de Joseph Conrad como um "livro de cabeceira" para ele e tal qual Conrad quis se aventurar em locais de conflito e guerras brutais para documentar a verdade, uma vez vislumbrada essa oportunidade após experiência em colunas e outros trabalhos, estabelecendo-se no Jornal Zero Hora. Esse livro ganhou o prêmio Esso de Jornalismo no ano de 2013, derrotando O Lado Sombrio dos Contos de Fadas da Karin Hueck lançado pela Super Interessante(que por um acaso eu também tenho). A 1° parte foca em guerras civis(com apoio externo ou não) no Oriente Médio, África e até mesmo América Latina fechando com um capítulo que fala sobre os cursos de risco que um jornalista deve completar e pelo qual Humberto e companhia experiênciaram em primeira pessoa. Entrevistando pessoas que conviviam no dia a dia com a guerra e mostrando pelo o quê passa um repórter quando se empreende a realizar tais coberturas. Fora questão dos idiomas. Há lugares que você vai que talvez não ache quem fala inglês, ou fala um inglês insuficiente, o que pode comprometer as informações. A 2° parte cobre catástrofes ocorridas em Santa Catarina e outras que afetaram diversas partes do Chile. Por mais que mostre as classes baixas perdendo o pouco que têm, como as casas mal feitas, geladeiras e outros eletrodomésticos e móveis preciosos para chuva, enchentes, alagamentos e etc, crianças morrendo por conta desses problemas que são concretizados pela incompetência do governo, e crianças dormindo num sofá abandonado na rua; essa é a parte mais leve do livro. A 3 ° parte cobre rebeliões políticas na América do Sul, várias próximamente relacionadas à políticos brasileiros e suas gestões externas. A 4° parte fecha o livro com a temática de crime organizado. Realidade que infelizmente muitos brasileiros tem contato a frente dos seus olhos quando saem de casa e/ou quando não saem. Contando com reportagens no Rio de Janeiro e Porto Alegre em solo brasileiro e Paraguai e México América do Sul afora. Aos que gostam de ler, aos que gostam de livros de não-ficção, aos que gostam de livros jornalísticos, aos chegados em correspondência de guerra / cobertura internacional e até aos que buscam uma literatura nacional, aos que já conheciam o trabalho do Trezzi, esse livro é destinado a vós.
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