Bring Me the Rhinoceros is an unusual guide to happiness and a can opener for your thinking. For fifteen hundred years, Zen koans have been passed down through generations of masters, usually in private encounters between teacher and student. This book deftly retells more than a dozen traditional koans, which are partly paradoxical questions dangerous to your beliefs and partly treasure boxes of ancient wisdom. Koans show that you don’t have to impress people or change into an improved, more polished version of yourself. Instead you can find happiness by unbuilding, unmaking, throwing overboard, and generally subverting unhappiness. John Tarrant brings the heart of the koan tradition out into the open, reminding us that the old wisdom remains as vital as ever, a deep resource available to anyone in any place or time.
Bring Me the Rhinoceros - And Other Zen Koans That Will Save Your Life
John Tarrant
Desafio de leitura - Bring me the rhinoceros
Este livro me encontrou em uma prateleira escura em um sebo no interior da Califórnia, enquanto Lucas e eu fazíamos nossa viagem sabática ao redor dos Estados Unidos. Na verdade, naquele momento minha vontade era pedir para trabalhar naquele sebo! Uma casinha antiga, de madeira, estreita, com três andares e uma varanda, do tipo que aparece em filmes que retratam o interior do país, e um pequeno jardim na entrada. Um portão baixo entreaberto convidava os curiosos a entrar. É bem diferente dos demais livros do desafio de leitura, porque não é um romance, nem uma biografia, muito menos um livro histórico. É uma espécie de guia espiritual do Zen. Ele apresenta, em cada capítulo, um Koan. O Koan é uma palavra japonesa que se refere a uma pergunta estranha que leva a uma conversa mais estranha ainda entre pessoas que tentam decifrar a tal pergunta, ou, em outras palavras, o sentido da vida. No início achei bem difícil entender, o livro é bem enigmático e filosófico, mas aos poucos entendi a dinâmica do fluxo de pensamento do autor e consegui refletir um pouco sobre as questões de cada capítulo e imaginar como aquilo se aplicaria à minha vida. Pois é, fica a dica, pra entender bem um livro é preciso tentar pensar como o autor, ou o narrador. Isso vale pra romances também, assim você consegue se conectar muito mais com a história, você passa a conhecer os personagens e sofrer e se alegrar com eles. No caso deste livro, cada capítulo tinha uma história diferente, muitas vezes com personagens variados, mas da mesma forma foi importante me conectar com o autor para entrar um pouco mais nos Koans. Na verdade, acho que pra entender profundamente esses ensinamentos precisaria passar muito mais tempo com cada história ou pergunta (Koan). O próprio John Tarrant diz em vários momentos que passou anos com determinada pergunta na cabeça, tentando interpretar e entender. Pensando por esse lado, acho que este é um livro pra ler muito lentamente, reler o mesmo capítulo várias vezes, refletir, voltar a trechos anteriores, consultar outras partes enquanto se tenta olhar pra dentro e internalizar os ensinamentos do livro, ou aprender além do que está no livro. Enfim, acho que seria justo dizer que este é um livro de cabeceira que busca nos conectar com a alegria e a simplicidade de viver. Por exemplo, em um capítulo ele fala sobre o Koan do cachorro de Zhaozhou. Alguém perguntou a Zhaozhou “Um cachorro tem a natureza de Buda ou não?”. Zhaozhou respondeu “Não”. Em princípio a resposta me incomodou muito, porque parecia uma afirmação de que um cachorro é inferior ao ser humano, ou que não tem alma. Depois percebi que o foco do Koan não está no cachorro, mas na resposta “não”. Ao longo de todo o capítulo Tarrant tenta decifrar a resposta minimalista do mestre e, apesar de até agora eu ainda não entender completamente, várias reflexões me tocaram bastante. No processo de entender o que é o não, se é a ausência de algo, ou a aceitação da vida como ela é, o autor compara uma onda no mar com sua própria conexão com o universo “It seemed very funny that i had struggled so long to find a place in the universe when I coudn’t fall out of the universe. It was as if a wave were struggling to understand what the sea was”. E ao fim, parece que a mensagem fundamental é não esperar, viver o momento, estar presente, conectado com o mundo ao seu redor, sem julgamentos ou expectativas. Me parece um bom caminho pra uma vida feliz.
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