Bagagem - Coleção Poiesis

    Adélia Prado

    Nova Fronteira
    1976
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O livro Bagagem, foi a primeira publicação de Adélia Prado, de 1976, por indicação de Carlos Drummond de Andrade. Declaração da autora sobre a obra: "Meu primeiro livro foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento”. Em seu poema "Fluência", ela relatou a sensação da estréia: "O meu alívio foi constatar que depois da festa o mundo continuava igual e a perplexidade que gerou Bagagem continuava intacta. Foi ver que a poesia não desertara de mim". Do ponto de vista estilístico, destaca-se a combinação dos contrários, como tristeza e alegria, tanto quanto do lirismo e da ironia. Bagagem chamou a atenção da crítica pelo jeito diferente que a autora tem de dizer as coisas que sente e vê. Em Bagagem, os poemas são distribuídos em quatro grandes seções. Essas seções se configuram segundo um variado mapa existencial, que se divide entre as coordenadas da “poesia”, do “amor” e da “memória”, além daquela “alfândega”, de sentido mais escorregadio mas nem por isso menos sugestivo (pensemos num contraponto com o título do livro).

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    Jairo Silva26/11/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Bagagem

    Até a chegada desse livro as minhas mãos, desconhecia quem era Adélia Prado e a grandiosidade de sua obra. Logo nas primeiras páginas senti que “Bagagem” seria um dos meus livros de poesia prediletos, quer pelas cargas e sobrecargas dos poemas, quer pela diversidade e delicadeza de temas, quer pela linguagem interiorana e religiosa. Pretendo mergulhar em outras obras da autora e ter a sua agradável e doce companhia. O sempre amor Amor é a coisa mais alegre amor é a coisa mais triste amor é coisa que mais quero. Por causa dele falo palavras como lanças. Amor é a coisa mais alegre amor é a coisa mais triste Amor é coisa que mais quero. Por causa dele podem entalhar-me, sou de pedra sabão. Alegre ou triste, amor é coisa que mais quero.

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    3.6 / 2011
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