Seguindo o modo esquemático da série (e, talvez, por isso, o cansaço da leitura começou a ficar mais evidente), parte deste volume está centrado no que Glenn nomeia de “culpa de sobrevivente”. Ou melhor: a tristeza que fica naqueles que sofreram perdas irreparáveis de seus entes queridos… (será mesmo que é irreparável? se tem um ditado que não se aplica a TWD é “ninguém é insubstituível”. Aqui, todos são substituíveis”).
Alexandria perdeu metade dos moradores e agora terá que se reorganizar para enfrentar enquanto comunidade as intempéries deste mundo fraturado. O volume dá conta desse processo de transição de Rick: em conversa franca com Andrea, o nosso herói percebe que, para defender Carl, precisa reforçar os laços comunitários e ser um pouco menos individualista.
Com essa torção reflexiva, peguei-me pensando no que poderia ter sido diferente: caso Rick ficasse até o fim na prisão, defendesse a comunidade, Lori e Judith estariam mortas?
O título deste volume está focado justamente nisso: redescobrir Alexandria e torná-la uma comunidade forte e que foque principalmente no futuro. Com Carl em coma, Rick agora precisa reogarnizar seu entorno para dar conta das possibilidades que estarão à espreita.
O resto do volume cuida da recuperação de Carl, que acordou do coma e precisa ir, aos poucos, recuperando a memória e no motim provocado por Nicholas e outros moradores antigos de Alexandria que se insurgem contra a autoridade de Rick e de seu grupo. Maggie se dizendo insegura nessa nova vida…
Ao fim, ninguém morre e Rick tem a liderança validada por uma Andrea que, ao fugir das investidas de Spencer, se revela aqui conselheira, psicóloga e termina dando um beijo em Rick. Será um
novo casal? Espero que não… todos que ficaram com Rick tiveram um final ruim… e eu gosto da atiradora de elite.
“Unidos venceremos, separados cairemos”. Com o estoque de comida de Alexandria chegando ao fim e nada na vizinhança, vamos ver o que Kirkman nos reserva. Até aqui, o pior volume de TWD, com a história dando claros sinais de cansaço.
ps.: Ok, tudo bem… talvez, eu tenho um fraco por personagens durões, Stallone e essas coisas: eu adoro quando o Abraham aparece. Ele resolve e ponto, sem dor e pudor. E gosto também da prensada que Rosita dá nele e diz o que ele realmente é… um cuzão.
ps2.: Há um erro ortográfico na página 128 deste volume publicado pela HQM editora. No sentido de desculpas, foi mal é com l mesmo.