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    O Que é Folclore (Primeiros Passos #60) -

    Carlos Rodrigues Brandão

    brasiliense
    1982
    109 páginas
    3h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    47 avaliações
    Leram112Lendo16Querem55Relendo0Abandonos2Resenhas5
    Favoritos0Desejados55Avaliaram47

    O que estuda e a que se liga o folclore? Maneiras curiosas e pitorescas de o povo ser, criar, cantar e dançar? Ou o próprio significado da cultura, através do trabalho criativo dos muitos tipos de povos de cada era da história, de cada sociedade? Quais as diferenças entre o folclórico e o popular? O que uma cultura diz através do folclore? A função do pesquisador do fato folclórico é justamente buscar compreender o próprio sentido dos significados da cultura. Do homem e seu mundo, portanto.

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    Marcel Trocado27/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    COLETIVIZAÇÃO DO SABER

    O folclore vive da coletivização anônima do que se cria, conhece e reproduz, ainda que durante algum tempo os autores possam ser conhecidos. Os provérbios que repetimos de vez em quando, os padrões das colchas de fiandeira ou das rendas de bilro, os modos artesanais de se fazer a pesca no mar, o sistema de rimas das modas do fandango paranaense, algumas marchas de rua e as longas e antigas "embaixadas" dos ternos de congos tiveram um dia seus criadores. Mas justamente porque foram aceitas, coletivizadas, com o tempo a memória oral, que é o caminho por onde flui o saber do folclore, esqueceu autorias, modificou elementos de origens e retraduziu tudo como um conhecimento coletivo, popular. Qualquer que seja o tipo de mundo social onde exista, o folclore é sempre uma fala. É uma linguagem que o uso torna coletiva. O folclore são símbolos. Através dele as pessoas dizem e querem dizer. A mulher poteira que desenha flores no pote de barro que queima no forno do fundo do quintal sabe disso. Potes servem para guardar água, mas flores no pote servem para guardar símbolos. Servem para guardar a memória de quem fez, de quem bebe a água e de quem, vendo as flores, lembra de onde veio.

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    3.7 / 47
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas0%
    Carlos Rodrigues Brandão profile picture

    Carlos Rodrigues Brandão

    Vivi os meus primeiros vinte e cinco anos de vida no Rio de Janeiro. Em 1966 eu me casei com uma goiana e fui morar No Planalto Central, entre Brasília e Goiânia. Em agosto de 1967 ingressei como professor na Universidade de Brasília, e fui um professor durante oito anos em Goiás. Entre colégios do Rio de Janeiro oscilei entre um “mau” e um “precário” aluno. Mas desde muito cedo comecei a escrever. Era seguidamente punido em meus colégios, e ganhava pequenos concursos escolares de “redação”. Quando saí dos colégios entrei na universidade e nunca mais saí dela. Em 2017 completei 50 anos de vida de professor. Formei-me em psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tornei-me um antropólogo, através de um mestrado da Universidade de Brasília. Fiz o meu doutorado em ciências sociais na Universidade de São Paulo. E daí em diante percorri passo a passo o costumamos chamar de “carreira universitária”, até tornar-me um professor livre-docente em antropologia simbólica, da Universidade Estadual de Campinas. Ainda hoje sou professor colaborador dela. Tenho uma filha, um filho, dois netos e uma neta. Escrevi artigos, capítulos de livros e livros de contos e de poesia, de educação e de antropologia.

    15 Livros
    5 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Carlos Rodrigues Brandão