Reino do Amanhã é um dos clássicos e uma das histórias mais aclamadas pelos fãs da DC. Essa história se passa num cenário de distopia total: a Liga da Justiça foi desfeita, Superman perdeu a fé na humanidade e se aposentou, Mulher Maravilha foi exilada pelas amazonas, Batman está com o controle de Gotham City, Aquaman cuida agora somente de seus domínios, etc. Com um roteiro bem feito escrito por Mark Waid e uma arte hiper-realista feita por Alex Ross, esse se torna um dos meus quadrinhos favoritos.
A história desse quadrinho é sensacional, em conjunto com uma arte muito bem feita, nos é entregue uma história tensa e sombria como maioria dos quadrinhos da DC. Mas esse se destaca bastante dentre outros, é perceptível o trabalho que tiveram para entregar aos fãs uma história diferente do habitual, com novos heróis e vilões, com os antigos heróis e vilões bem mudados e tratando de diversos assuntos importantes no decorrer da história.
Fiquei perplexo com a mudança de personalidade de alguns heróis, em especial, Diana e Clark. Superman estava totalmente desacreditado, exercendo atividade rural em um lugar bem afastado; quando Diana foi ter com ele, tentar restabelecer a esperança nele, ele disse "terráqueos morrem"; falou isso se referindo aos seus pais e a sua esposa, agora mortos. A Mulher Maravilha estava foi exilada da ilha das amazonas e estava bem diferente, chegando até a matar e aprisionar os vilões que não seguiam a sua linha; por um momento, pensei que ela iria matar o Bruce. Mas no decorrer da obra eles o Superman resgata sua fé na humanidade e com ele, outros heróis se erguem e criam novamente a LJA.
Fiquei confuso em alguns quadros, pois eram muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Isso é algo até bom, na verdade. Acredito que era exatamente isso que os criadores queriam passar. Até metade da história, eu pensei que o Batman seria um vilão, mas não. Ele estava com o Lex Luthor somente para obter informações sobre o Capitão Marvel, que estava sofrendo lavagem cerebral por ele. O Batman está Incrível como sempre, sempre sombrio e estrategista, juntamente com sua 'escola' de justiceiros.
O Espectro e o Norman McCay, foram personagens importantes pra história. Interessante saber que o autor criou o Norman como uma representação do próprio pai e o fez interagir com os heróis. Basicamente, fomos acompanhando a história com os olhos desses dois, eles estavam lá nos mostrando todos os pontos importantes para o início do armagedom e o julgamento final.
O que teve de personagem morrendo nessa história não é brincadeira. Não foram mortes significativas para mim, pois, maioria dos personagens eu não conhecia. Mas a batalha final foi muito boa, os heróis e vilões que estavam presos contra a Liga da Justiça e os justiceiros do Batman. Shazam foi mandado pra destruir a prisão onde estava ocorrendo a briga e, assim, matar todos. Além disso, a ONU decide mandar três bombas atômica para acabar com todos eles de uma só vez.
No fim, Shazam se redime e se sacrifica para parar uma das bombas, muitos heróis morrem devido a isso, mas ele parou um mal maior. Superman quase perdeu o controle e iria matar todos da ONU, mas Norman McCay o interrompeu. A paz é restabelecida e os heróis retomam ao mundo. Esse já é um dos meus quadrinhos preferidos, nele tem tudo do melhor que a DC tem a oferecer para seus leitores.