Essa antologia mundial compreende dez volumes com contos de todos os continentes conforme os organizadores Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai. Ela segue uma ordem cronológica: começa com histórias bíblicas e vem até os anos logo após a Segunda Guerra Mundial. Fiquei com vontade de ler todos os volumes mas tomando como base os contos deste volume 6 acho que vou dar um tempo nesse projeto.
Verdade que os organizadores (igualmente tradutores, com uma ou duas exceções) não levam o leitor a crer que os contos selecionados sejam os melhores de todos os tempos. Eles fizeram uma seleção geral de histórias mais ou menos curtas de autores que consideraram representativos de cada época ou país. E elas são bastante diferentes entre si, ao menos neste volume, então se uma não agradar pode ser que outra agrade, quem sabe.
São dezesseis contos e antes de cada qual há uma pequena nota com dados biográficos do autor, explicando algo ou situando-o e à sua obra dentro do panorama da literatura etc. Alguns eu já havia lido como Rudyard Kipling (O homem que quis ser rei) ou Artur Azevedo (Plebiscito) porém o que mais me agradou, aquele que achei mais interessante, foi mesmo o conto de Thomas Hardy, O hussardo melancólico da Legião Alemã, que além de ser muito bem escrito reserva algumas surpresas para o leitor.
Os restantes podem ser curiosos, como é o caso do conto do espanhol Leopoldo Alas y Ureña (pseudônimo Clarín), Conto futuro, ou o imensamente triste do português Fialho de Almeida, O filho, e o leitor ainda tem para ler Henry James, Arthur Conan Doyle, Maxim Gorki e Selma Lagerlöf entre outros. Mas suas histórias parecem datadas demais ou então não conseguem envolver tanto assim o leitor. Ou ainda, não estariam bem traduzidas, não sei...
Lido entre 04 e 08/08/2016. Minha nota: 3,5.