Este livro apresenta uma reflexão sobre a relação Cinema-História problematizando suas possibilidades de interação e destaca a perspectiva do trabalho do historiador e do seu fazer historiográfico. Parte-se da premissa de que o historiador não pode fechar os olhos para o cinema, seus desafios e os diferentes usos e abusos realizados com a história. Renunciar ao debate e à reflexão implica na perda da função social e política que o fazer historiográfico carrega e dele somos indissociável. O livro propõe a elaboração de um método de análise Histórico-cinematográfico, tomando como base o estudo de três filmes que abordam o contexto da Guerra Civil Espanhola: ¡Ay, Carmela! (Carlos Saura, 1990), Terra e Liberdade (Ken Loach, 1995), e Libertárias (Vicente Aranda, 1996). Estas películas direcionaram suas luzes para o passado e a História fomentando um amplo debate no período contemporâneo. Historiadores, professores, cinéfilos e curiosos: a revolução em película só está começando!


