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    Obrigado, Jeeves -

    P. G. Wodehouse

    Editora Globo
    2005
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8525039624
    Português Brasileiro
    4.1
    51 avaliações
    Leram80Lendo3Querem75Relendo1Abandonos2Resenhas4
    Favoritos2Desejados75Avaliaram51

    Bertie é o narrador dos livros de Wodehouse. Seu verdadeiro protagonista, todavia, é Jeeves, um culto e impassível mordomo que quase não aparece, mas que entra em cena na hora certa, para dar conselhos que seu patrão invariavelmente ignora e para salvá-lo de enrascadas que não raro culminam em cenas de pastelão. O livro remete a um episódio anterior das aventuras e desventuras de Bertie. As atividades artísticas de Bertie irritam a vizinhança londrina e, para horror de Jeeves, obrigam-no a se refugiar no chalé de um amigo, numa propriedade na costa inglesa.

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    Aguinaldo Medici Severino08/02/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    obrigado, jeeves

    Este é o livro mais divertido que li este ano. Li em pouco mais de um dia, mas no final estava poupando os capítulos para ter mais tempo de prazer. Voltei a algumas passagens várias vezes e passei por louco mais de uma vez ao rir sozinho no ônibus, enquanto lia. Há muito tempo leio menções ao mordomo ideal Jeeves e ao humor ferino de Wodehouse, escritor britânico que morreu velhinho na segunda metade do século passado, após ter publicado quase 100 romances. Em geral toda vez que alguém quer citar o humor típico atribuído aos ingleses lembra dos diálogos entre o impenetrável Jeeves e aloprado Bertie. "Ask Jeeves" inclusive deu nome durante algum tempo a uma ferramenta de busca da internet (hoje simplesmente ask.com). "Obrigado, Jeeves" é o primeiro de uma série de quase 30 que Wodehouse dedicou a Jeeves e seu patrão Bertram Wooster. É um livro delicioso de se ler, cheio de ironias, sarcasmos, tiradas rápidas, preciosismos, citações históricas e literárias. Apesar de terem sido escritos há mais de meio século o livro é pleno de frescor e vida. Os personagens são idealizados e algo excêntricos, claro, mas nada que surpreenda ou choque um vivente deste agitado início de século. Todo aquele que se interesse por compreender o comportamento humano ou goste de diálogos rápidos e inteligentes vai encontrar neste livro uma festa para os sentidos. Já encomendei dois outros volumes que foram traduzidos no Brasil ("Então tá, Jeeves" e "Sem dramas, Jeeves"). Certamente vou comentá-los neste espaço em breve. "Obrigado Jeeves", P.G. Wodehouse, tradução de Cássio de Arantes Leite, editora Globo, 1a. edição (2005) ISBN: 85-250-3962-4

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 51
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas4%
    Pelham Grenville Wodehouse profile picture

    Pelham Grenville Wodehouse

    Filho de Eleanor Wodehouse e de Henry Ernest Wodehouse (1845–1929), juiz britânico em Hong Kong. Afilhado de Pelham von Donop, daí a origem de seu nome. Viveu até os quatro anos em Hong Kong, onde seu pai era juiz do governo britânico. De regresso a Londres e tendo estudou no Dulwich College, seu primeiro artigo publicado foi "Aspects of Game Captaincy". Pese em que seu pai não aprovava suas inclinações literárias, ainda assim continuou sua carreira em 1903 publicando uma série de histórias escolares que foram recolhidas em O Capitão, uma revista para garotos, onde aparece já pela primeira vez Psmith, um de suas personagens mais importantes. Entre 1903 e 1909 escreveu a coluna humorística "By the Way" do London Globe. E Manteve sua enorme popularidade através de umas 100 novelas protagonizadas por seus curiosos e muito britânicas personagens (Psmith, lord Emsworth, Wooster, Jeeves, Mulliner, Ukridge, o sócio decano...), quase sempre jovenzinhos ociosos desorientados pelas absurdas e cômicas situações em que seu maquiavélico autor lhes envolve. Em 1919 começa a que será sua série de novelas e relatos mais famosa, com My Man Jeeves.

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    17 Seguidores

    Pelham Grenville Wodehouse