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    Nuvem de Pássaros brancos -

    Yasunari Kawabata

    Ópera Mundi
    1973
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    22 avaliações
    Leram30Lendo1Querem35Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados35Avaliaram22

    A cerimônia do chá é o palco deste livro de Kawabata ao retratar um Japão se reconstruindo após a II Guerra Mundial. O autor resgata valores tradicionais do país ao descrever uma sociedade em transformação, assediada pelos valores ocidentais. Originalmente publicada em capítulos por revistas japonesas. O autor ganhou o Premio Nobel de Literatura em 1968

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    Caroline Possato Rocha picture
    Caroline Possato Rocha30/01/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Polêmico, singelo & intrigante

    Devo confessar inicialmente que me surpreendi ao começar a lê-lo. Os comentários que li sobre Yasunari Kawabata são sempre relacionados com sua forma poética de descrever o mundo e acontecimentos que não reparamos muito. No entanto, eu não imaginava que ele seria capaz de escrever com tamanha naturalidade sobre algo tão estremecedor como a traição e a morte, tornando cada sentimento, ainda que ardente, em algo singelo e puro. A história se inicia com Kikuji a se recordar das manchas no peito de Xikako, antiga empregada de seu falecido pai, que também fora sua amante. Isso ele viu em sua infância, quando foi à casa dela com o pai. Aos olhos de Kikuji, Xikako não era uma pessoa agradável e chegava a achar-lhe repugnante ao lembrar de suas terríveis manchas. Quando o pai de Kikuji morreu, Xikako passou a se meter na vida dele mais ainda, tentando afastá-lo da Srª Ota (outra amante de seu pai) apresentando-lhe uma noiva, a charmosa Srtª Inamura. Quanto mais Xikako forçava situações, mais Kikuji sabia o que queria e que não queria e mais repugnava os atos dela. Em meio a situação, Kikuji se coloca entre quatro mulheres, se apaixonando pela última amante de seu pai, a Sr.ª Ota, sendo confrontado pela Srt ª Ota para deixar sua mãe em paz, sendo empurrado por Xikako e sendo suposto noivo de Inamura sem que ele queira. Depois de muitas investidas da velha Xikako, confusões, mentiras, sofrimento e traição, Kikuji tenta manter-se firme em suas vontades, mas quem triunfará no final, ele ou Xikako?

    1 curtida

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    Avaliações

    3.9 / 22
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
    Yasunari Kawabata profile picture

    Yasunari Kawabata

    Prêmio Nobel de 1968, Yasunari Kawabata é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX. Nascido em Osaka em 1899, interessou-se por livros ainda adolescente, principalmente clássicos do Japão, que viriam a ser uma de suas grandes inspirações. Kawabata estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental, em particular o surrealismo francês. Acompanhado de jovens escritores, defenderia mais tarde os ideais dacorrente neo-sensorialista (shinkankakuha), que visava uma revolução nas letras japonesas e uma nova estética literária, deixando de lado o realismo em voga no Japão em prol de uma escrita lírica, impressionista, atravessada por imagens nada convencionais. Ao contrastar o ritmo harmônico da natureza e o turbilhão da avalanche sensorial, Kawabata forjou insólitas associações e metáforas táteis, visuais e auditivas que surpreendem por revelar os processos de fragilização do ser humano diante do cotidiano, numa composição surrealista de elementos da cultura e filosofia orientais, personagens acuados e cenários inóspitos. Sua obsessão pelo mundo feminino, sexualidade humana e o tema da morte (presente em sua vida desde cedo, sob a forma da perda sucessiva de todos seus familiares) renderam-lhe antológicas descrições de encontros sensuais, com toques de fantasia, rememoração, inefabilidade do desejo e tragédia pessoal. Desgastado por excesso de compromissos, doente e deprimido, Kawabata suicidou-se em 1972.

    38 Livros
    234 Seguidores
    Kinki, Japão

    Yasunari Kawabata