Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores3
    • Similares0

    Hipocampo - Contos do Dragão - Brinquedos Mortais

    Lúcio Manfredi

    Draco
    2013
    14 páginas
    28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
    Leram3Lendo0Querem0Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados0Avaliaram2

    Um game, um cavalo marinho, labirintos intermináveis e mundos paralelos. Cuidado com suas escolhas. Elas podem mudar drasticamente o mundo à sua volta.

    Resenhas (1)Ver mais
    Paulo Vinicius picture
    Paulo Vinicius11/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Como criar uma história sobre uma família disfuncional e pais se separando e colocar temas de mecânica quântica no mesmo caldeirão? Fácil. Usando a arte da prestidigitação. Alguns autores são mestres na arte de enganar leitores. É como aquela brincadeira de adivinhar onde está a bolinha. A pessoa que colhe as apostas coloca três copinhos coloca uma bolinha e pede para você adivinhar onde ela está. Na primeira vez, normalmente você acerta. Talvez você acerte até duas. Mas, dali em diante, pode esquecer. Lucio Manfredi é esse cara. Ele fica te mostrando a bolinha e você fica procurando algum tique para tentar acertar em que copinho ela está. Mas por que eu fiz todo esse preâmbulo? Simples. Essa não é uma história de ficção científica. Sequer é de terror. Tem elementos de um e de outro. Na verdade o que temos aqui é uma história sobre um menino cuja família é claramente disfuncional. Percebemos isso na sua narração. Feita em primeira pessoa, o personagem é mal educado, ofensivo, abusado e pouco tolerante com as pessoas ao redor. Ele pega o presente que lhe foi dado quase como se fosse um favor. Tudo o que ele quer é passar um tempo sozinho com seus games. Pelo menos é isso o que ele diz. O que dá para tirarmos do não dito? O pai do garoto é um homem ausente de casa, a mãe é uma pessoa que não conseguiu exercer autoridade ou se fazer como uma figura materna compreendida pelo menino. Ao longo da narrativa a gente vê o quanto o narrador grita por atenção. Ele deseja ter a figura paterna próxima dele. Um amigo. A presença dessa pessoa em sua vida pode abrir portas para outras questões mal resolvidas dele. Como os seus problemas de respeitabilidade e de abuso. Todos decorrem de ausências, de lacunas que precisam ser preenchidas. A escrita do Manfredi é ótima nesse sentido porque ela te faz ir por um sentido, quando na verdade você deveria pensar por outro. Ele balança o cavalo marinho na sua frente e a gente morde a isca quando na verdade o conteúdo é diferente. E isso dá ainda mais valor à narrativa. A construção de personagens é perfeita e combina muito bem com uma série de famílias disfuncionais de classe média que a gente vê nos dias de hoje. É exatamente essa a dinâmica. Nas palavras secas e ofensivas de um moleque descarado, a gente consegue ver um mundo de aparências e falsidades. Tá... mas e o terror e a ficção científica? Ah... esse você vai ter que ler para descobrir onde está. Porque eles são as bolinhas que você quer encontrar.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 2
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Lúcio Manfredi profile picture

    Lúcio Manfredi

    Lúcio Manfredi é escritor e roteirista de televisão, com contos publicados nas antologias Intempol (2000), Novelas, Espelhos & Um Pouco de Choro (2001), Como Era Gostosa a Minha Alienígena (2002), Histórias do Olhar (2003), Vinte Voltas ao Redor do Sol (2005), Dez Contos de Terror (2009), Paradigmas 3 (2009) e Galeria do Sobrenatural (2009). Seu primeiro romance, Dom Casmurro e os Discos Voadores, foi publicado pela Ed. Leya em 2010. Para a tevê, escreveu dois episódios da série Brava Gente (As Aventuras de Chico Norato Contra o Boto Vingativo e a adaptação de Bilac Vê Estrelas, de Ruy Castro). Foi colaborador das minisséries A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão, e Um Só Coração, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. Integrou ainda a equipe das novelas Como Uma Onda, de Walther Negrão, e Ciranda de Pedra, de Alcides Nogueira.

    14 Livros
    4 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Lúcio Manfredi