Num mundo impiedoso, onde não há mais lugar para os feios, os tristes, os gordos, os velhos, ela é uma mulher feia sem história nem histórias, marcada por uma educação severa imposta por um avô conservador e austero, espreitando timidamente à porta da vida sem coragem para a transpor. Até ao dia em que encontra casualmente, numa estação do metropolitano, a fotografia de um desconhecido que alguém deixou cair. Um olhar cúmplice e irónico sobre uma Lisboa feita de ruas, pátios, bairros e gentes que funcionam como pequenas aldeias perdidas dentro da Grande Cidade que a desumanização agressiva corrói.
