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    A terra inteira e o céu infinito -

    Ruth Ozeki

    Casa da Palavra
    2014
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788577344413
    Português Brasileiro
    4.3
    1102 avaliações
    Leram1372Lendo156Querem2410Relendo6Abandonos60Resenhas120
    Favoritos346Desejados2410Avaliaram1102

    Em uma ilha remota do Pacífico, uma lancheira da Hello Kitty é trazida pelo mar até a praia. Dentro, encontra-se uma série de objetos curiosos: um relógio de pulso antigo, um pacote de cartas indecifráveis e o diário de uma menina japonesa de 16 anos chamada Nao Yasutani. Ruth, que encontra a lancheira, suspeita que esta é mais um detrito do tsunami que devastou o Japão. E, uma vez que começa a ler o diário, rapidamente se vê atraída pelo misterioso destino da jovem. Em um café da Cidade Elétrica, em Tóquio, Nao decidiu que só há uma fuga da solidão e da dor de sua vida, que começou quando foi arrancada de sua casa nos Estados Unidos, depois perseguida pelos colegas na escola enquanto via seus pais afundarem em uma crise. Mas, antes de terminar com tudo, quer fazer uma coisa: contar a história de sua bisavó, uma monja budista de 104 aos, nas páginas do seu diário secreto. O diário, único consolo de Nao, é seu grito de socorro a um leitor que ela só consegue imaginar. Permeado pelo estilo cômico e introspectivo de Ozeki, A terra inteira e o céu infinito oscila através do tempo e do espaço enquanto investiga as relações entre escritor e leitor, fato e ficção, assim como história, memória e mito, numa brilhantemente inventiva e sedutora história de nossa humanidade compartilhada e da busca por um lar.

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    Resenhas (120)Ver mais
    Camilla Cardoso picture
    Camilla Cardoso27/04/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha do Blog | Descafeinadas (Livro Cortesia)

    Quando eu comecei a ler esse livro tive a impressão de que ele era longo demais para a história que abordava. Obviamente acabei me enganando. O livro te suga para dentro da história, é tudo envolvente e contagiante. O enredo começa quanto Ruth, uma romancista, encontra em uma ilha do Canadá um saco de lixo. A principio ela acha que pode ser algo ruim, mas quando abre o saco encontra uma lancheira da Hello Kitty. Então ela encontra o livro "Em Busca do Tempo Perdido" e embora ela goste de ler nunca havia lido tal livro. Ao abrir ela descobre que é um diário. Tudo já começa profundo, como a maioria dos ensinamentos japoneses são. Ela questiona o leitor sobre conhecer a si mesmo e diz o que é "ser-tempo" que eu não sabia o que era, o livro simplesmente me mostrou. "Um ser tempo é alguém que existe no tempo, e isso quer dizer você, e eu, e todos nós que estamos aqui, ou já estivemos, ou que um dia estarão" O engraçado é que o livro não narra apenas Ruth, Naoko ( agarota do diário) também conta sua história, o livro inteiro vai se alternando com a narração delas e as vezes é até um pouco confuso, exceto pelo fato de que Naoko narra em primeira pessoa e Ruth em terceiro. Naoki vai contar a história da sua vida e principalmente da sua avó que é uma monja budista de 104 anos. Achei ruim que o livro tem várias palavras do dialeto japonês, e algumas delas faz você ter que ficar lendo o rodapé, como li por e-book ficava horrível. Naoki ou Nao chama avó de Jiko. Ela conta sobre como a avó gosta de ouvir histórias do mundo moderno e de como as coisas mudaram com o passar dos anos. A autora capitou a essência de uma garota escrevendo, é realmente como ler um diário. Não parece que é um livro sobre um garota com um diário, e sim que a garota cedeu material para a história. O fato de seu diário ser nas páginas brancas do livro "Em Busca do Tempo Perdido" não tem um significado em especial, na verdade foi tudo um grande acaso do destino. O livro é sentimentalista e real. As palavras descritas são tocantes, é quase como se reviéssemos alguns momentos da Segunda Guerra Mundial, livros que retratam a história tendem a ser chatos mas, não com esse. Ele é um lembrete, um pouco ficcional sobre acontecimentos reais e de grande importância mundial. Para o ser-tempo, palavras se espalham... Seriam folhas caídas? Nao conta com tanto amor a história da avó que chega a ser cativante, embora tenha horas em que a personagem fala de mais e torna tudo muito maçante, é o momento em que somos obrigados a pausar a leitura. Não é um livro que lemos e não conseguimos parar, embora a narração seja gostosa as vezes temos que parar e respirar. O mais recompensador em ler esse livro é que conhecemos muitas coisas da cultura japonesa. Não tenho o costume de ler livros que contem histórias sobre o mundo, sobre acontecimentos mundiais. E conhecer sobre o Japão, foi uma experiencia recompensadora. O engraçado é como o livro conta a história de alguém que ninguém conhece, uma pessoa comum com uma vida magnifica. É o que Ruth, a romancista, pensa ao ter o diário em suas mãos. A história de Jiko dever ser contada, para o mundo saber que pessoas como ela existem. O livro é fantástico, uma história comum porém com um brilho escondido. A autora foi fantástica em cada uma das palavras e embora ele tenha partes em que são incrivelmente intragáveis e literalmente chatas. O livro tem uma qualidade e história que nunca li em nenhum outro. Recomendo a leitura e embarquem nesse livro perfeito.

    43 curtidas

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    4.3 / 1102
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    Ruth L. Ozeki profile picture

    Ruth L. Ozeki

    RUTH OZEKI é escritora, cineasta e monja Zen-Budista. Suas obras ganharam aclamação internacional pela habilidade ímpar de entrelaçar ciência, tecnologia, meio ambiente, religião, política e cultura em narrativas singulares e surpreendentes. Um conto para ser tempo foi ganhador do prêmio LA Times Book Prize, e finalista do Booker Prize e do National Book Critics’ Circle Award, sendo publicado em mais de trinta países. Em 2022, Ruth ganhou o Women's Prize for Fiction com The Book of Form and Emptiness. Filha de mãe japonesa e pai caucasiano-americano, durante seus anos no Japão, a autora estudou teatro, dirigiu uma escola de idiomas e deu aulas na universidade. Ela é também praticante budista de longa data e, hoje, divide seu tempo entre o Canadá e os Estados Unidos ao lado do marido, o artista Oliver Kellhammer.

    15 Livros
    31 Seguidores
    Connecticut, Estados Unidos

    Ruth L. Ozeki