Mrs. Palfrey no Claremont -

    Elizabeth Taylor

    Mandarim
    1996
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-10: 8535400427
    Português Brasileiro

    Elizabeth Taylor retrata com rara sensibilidade a vida de uma mulher idosa, Mrs. Palfrey, que tenta a todo custo sobreviver à morte do seu marido. Apesar de ter uma filha casada e um neto, que não se importam realmente com ela, vai para o Claremont, um hotel que aloja idosos, e tenta se adaptar ao local, costumes e sobretudo às pessoas. Certo dia, andando na rua, ela cai e é ajudada por um rapaz, Ludo, que está escrevendo um livro. É o início de uma bela e construtiva amizade.

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    Cris Leal picture
    Cris Leal21/09/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tocante e melancólico...

    A viúva Laura Palfrey está determinada a não ser um fardo para sua filha única e, por isso, escolheu o Hotel Claremont para viver. É lá que ela pretende ficar até que a mudança para um asilo ou para um hospital não possa mais ser evitada. O pequeno grupo de residentes idosos do Claremont, desfruta de um pouco de independência e relativo conforto, mas compartilha solidão e tédio. Os idosos dependem de visitas dos familiares para provar a si mesmos e aos outros que não foram abandonados por seus entes queridos. Os parentes de Mrs. Palfrey, a filha casada e o neto, não se importam com ela e não demonstram interesse em visitá-la. Querendo mostrar aos companheiros que não foi esquecida pela família, ela apresenta o jovem Ludovic Myers como seu neto. Mas Ludo, na verdade, é um escritor solitário que a socorreu na rua depois de uma queda. Mrs. Palfrey recebe de Ludo a atenção que o próprio neto sonega, e Ludo por sua vez, a vê como inspiração para o livro que está escrevendo sobre velhice. Resumindo: Ludo precisa de Mrs. Palfrey tanto quanto ela precisa dele. A simpatia imediata, a cumplicidade devido aos interesse de ambos, contribuem para a formação de uma bela e construtiva amizade. “Mrs. Palfrey no Claremont” é uma honesta história sobre acolhimento, aceitação e amizade. Dá destaque aos desafios físicos e emocionais da velhice e confirma a relevância, para qualquer idade, dos pequenos atos de bondade e generosidade.

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