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    As Tendências Contemporâneas por Carpeaux (Historia da Literatura Ocidental #10) - A literatura contemporânea, o existencialismo, a II Guerra Mundial e suas consequências. Saint-Exupéry, George Orwell, Camus, Calvino, Gabriel García Márquez, Cortázar, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e outros autores

    Otto Maria Carpeaux

    Leya
    2012
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 8580445299
    Português Brasileiro
    4.4
    15 avaliações
    Leram28Lendo1Querem156Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos3Desejados156Avaliaram15

    A renascença do romance histórico. O movimento católico. Poesia pura. O existencialismo; A literatura proletária. Os russos soviéticos. A II Guerra Mundial e suas consequências; Antoine de Saint-Exupéry, George Orwell, Philip Larkin, William Faulkner, Truman Capote, Sylvia Plath, H.P.Lovecraft, AlbertCamus, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Pablo Neruda, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar, Octavio Paz, Ernesto Sabato, Antonio Gramsci, Bertold Brecht, Italo Calvino; A literatura brasileira e portuguesa: José Régio, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Guimarães Rosa.

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    Jackson Michael picture
    Jackson Michael21/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um "manual" para tendências em literatura experimental

    Para quem gosta de descobrir novas formas para assuntos antigos esse livro traz para nós um compêndio de novos romances, novos formas de abordar um assunto, novos estilos. Essas tendências são tratados de forma crítica, discursiva e muito eloquente pelo mestre Carpeaux

    7 curtidas

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    4.4 / 15
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Otto Maria Carpeaux profile picture

    Otto Maria Carpeaux

    Otto Karpfen, mais conhecido como Otto Maria Carpeaux (Viena, 9 de março de 1900 — Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978) foi um ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco por nascimento e brasileiro por opção. Filho único de pai judeu e mãe católica, nasceu em Viena (Áustria), em 9 de Março de 1900, onde cursou o ginasial. Ingressou na faculdade de direito por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena entre os anos 1920 e 1925, mas nunca exerceu a profissão. Na década de 20, frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de Karl Kraus. Estudou filosofia (doutorou-se em 1925), matemática (em Leipzig), sociologia (em Paris), literatura comparada (em Nápoles) e política (em Berlim); além de dedicar-se à música. Em março de 1930 casou com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida. Dedicou-se intensamente à literatura e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte articulistas do jornal Neue Freie Presse. Abandonou o Judaísmo em 1933[1], converteu-se à religião católica e acrescentou Maria e Fidelis ao seu nome, este último por pouco tempo. Tornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao Reich alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de 1938, foge com a mulher para Antuérpia (Bélgica), onde ainda trabalha como jornalista na Gaset van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa. Diante da escalada nazista, Carpeaux se sente inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a guerra na Europa. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux. Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Incialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa de desfeitas de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, sem dificuldades, em um ano aprendeu e dominou o português. Em 1940, tentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiroz. A resposta veio em forma de um convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre nós e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios Cinzas do Purgatório. Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins. De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental - o mais importante livro do gênero em língua portuguesa - no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores a partir de Homero aos mestres modernistas. Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo às suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente. Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa. Carpeaux foi forte opositor do Golpe Militar, em 1964, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Em 3 de fevereiro de 1978, morreu no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.

    81 Livros
    105 Seguidores

    Otto Maria Carpeaux