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    La psychologie de masse du fascisme -

    Wilhelm Reich

    Payot
    1974
    341 páginas
    11h 22m
    ISBN-10: 222832440X
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    Datant des années de crise en Allemagne de 1930 à 1933, cette étude classique de Wilhelm Reich demeure une contribution capitale à la compréhension d'un des principaux phénomènes de notre temps : le fascisme. Reich rejette vigoureusement l'idée que le fascisme représenterait l'idéologie ou l'action d'un individu isolé, d'une nation précise ou encore de tel ou tel groupe politique ou ethnique. Il refuse également l'explication purement socio-économique avancée par les marxistes. Il voit dans le fascisme l'expression de la structure caractérielle irrationnelle propre à l'individu moyen dont les besoins et les pulsions primaires, biologiques, ont été réprimés depuis des millénaires. Reich analyse minutieusement la fonction sociale de cette répression et le rôle capital qu'y jouent la famille et l'Église. Il monte combien toute forme de mysticisme organisé, y compris le fascisme, s'explique en définitive par le désir orgastique insatisfait des masses. L'importance actuelle de cet ouvrage ne peut être niée. La structure caractérielle humaine qui fut à l'origine des mouvements fascistes organisés demeure : elle domine encore les conflits sociaux d'aujourd'hui. Si nous voulons éviter à notre monde de sombrer dans le chaos et l'agonie, il faut que prêtions toute notre attention à la structure caractérielle qui peut provoquer cette catastrophe. Il faut que nous comprenions la psychologie de masse du fascisme.

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    Wilhelm Reich

    Wilhelm Reich nasceu no Império Austro-húngaro em 1897 e se formou como médico na Universidade de Viena. Ainda na Universidade se interessou pelo trabalho de Freud e se tornou um de seus mais jovens e promissores discípulos. Dentro da Associação Psicanalítica, Reich dirigiu o Seminário de técnica psicanalítica, a fim de entender os erros clínicos da Psicanálise e melhorá-la, e fundou clínicas públicas para atender a massa trabalhadora. Reich buscou integrar a Psicanálise ao materialismo histórico dialético, a fim de entender o sofrimento humano, a miséria sexual, a irracionalidade social e suas características, como a desigualdade e o autoritarismo. Fundou o SexPol, um movimento que reunia grupos marginalizados e oprimidos em busca de reivindicações como o direito à moradia, ao divórcio, ao aborto, à sexualidade dos jovens etc., chegando a congregar 40 mil membros. Seguiu suas pesquisas e se focou em sua investigação sobre a base fisiológica da neurose, a função do orgasmo e em experimentos bioelétricos que o levaram ao desenvolvimento de uma técnica terapêutica por ele denominada vegetoterapia caracteroanalítica, que usa da leitura da expressão e estrutura corporal como recurso de análise e da intervenção nos enrijecimentos neuromusculares do organismo como meio terapêutico, junto à uma técnica sistemática de análise do caráter. Sua posição o levou a ser expulso da Associação Psicanalítica Internacional e do Partido Comunista, e a ser perseguido pela Alemanha nazista. Reich fugiu pela Europa seguindo com suas pesquisas e, por fim, se mudou para os EUA. Suas investigações o levaram ao entendimento de uma energia vital que Reich chamou "orgone". Para prosseguir com suas pesquisas e ensinar outros médicos sobre suas técnicas e teoria, Reich fundou um instituto chamado Orgonon. Suas pesquisas com o orgone envolveram a origem da vida, a função dessa energia nos organismos vivos - especialmente no ser humano - e suas aplicações no tratamento de câncer, engenharia atmosférica e outras finalidades. Seus estudos e a posição de Reich o levaram a ser investigado e perseguido pela FDA (Food and Drug Admnistration), que levou seu trabalho à justiça. Reich foi condenado à prisão e morreu poucos dias antes de ser libertado, em 1957.

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