O Delator (Best Quality) -

    Liam O'Flaherty

    Rio gráfica
    1986
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Dono de inigualável força física, mas incapaz de qualquer autonomia de ação, o ex-revolucionário Gypo Nolan - o delator - não passa de joguete nas mãos da polícia e da organizaçao rebelde a que pertenceu. Em meio à roda-viva da culpa e da fuga, ele cumpre o destino brutal que escraviza muitos dos que vivem entre a sordidez cinzenta dos bairros pobres de Dublin.

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    Rubens Pereira da Silva Filho21/08/2021Resenhou um livro
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    Dizer Onde Está Não é o Mesmo que Matar?

    O livro O Delator do escritor irlandês Liam O’Flaherty é ambientado na Dublin do pôs guerra civil dos anos 1920. A pobreza é geral e a maioria dos cidadãos estão destroçadas pela falta de emprego, pelas doenças e a bebida. Andando a esmo nas ruas lúgubres, faminto e esmolambado, temos Gypo que foi expulso do movimento revolucionário comunista irlandês por ter falhado numa missão. Vivendo de trocados que consegue mendigar a quase 6 meses de ostracismo do movimento, Gypo está comendo um prato popular num centro de recolhimento de extremo baixo custo. Ele vendeu a cama que alugaria a noite para almoçar. E agora na sua enorme cabeça de brutamontes rodeia pensamentos mal formado e ideias fugidias para consegui um lugar para se abrigar a noite. Nesse soliloquio mental enevoado aparece na sua frente um amigo que estava fugido da cidade. Esse amigo tinha sido expulso do movimento revolucionário junto com ele. A missão que para eles foram incumbidas lhe foram deu muito errado e uma pessoa morreu. Morta pelo o amigo que agora está com a cabeça a prêmio. Uma recompensa oferecida pela polícia de vinte libras. Uma bela fortuna para qualquer uma daquelas pessoas. O amigo venho, correndo risco de ser pego, a cidade para ver a família por uma noite, na surdina. Só Gypo, antigo bom companheiro sabe. Assim que o amigo vai embora, Gypo pensa umas três vezes no máximo e vai a delegacia entregar o camarada. A informação foi fácil de ser comprovada. Na tentativa de captura do fugitivo da lei, ele é alvejado e morre. Gypo leva os vintão e a culpa o corroem por toda a estória. E para sufocar a angustia, antes morto de fome e sem ter onde dormi, vai para esbornia. Gastar tudo com bebida, comida e mulheres. Paga refeições e doses para pessoas na rua e se afunda no colo polpudo das primas num puteiro. E enquanto vai enchendo a cara, tentar imagina um álibi para a grana que consegui, pois todos sabem que ele não tinha de onde tirar dinheiro a menos que... a desconfiança vira certeza rapidamente e o movimento revolucionário sai na captura dele para vingança.

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